Polícia investiga a participação de pessoas de Jaru em
fraude a Prefeitura de Ji-paraná
Em pronunciamento feito a imprensa nesta
quarta feira(10) a respeito da grande fraude ocorrida na prefeitura, o
prefeito de Ji-paraná, José Bianco (DEM), lamentou o fato e explicou que
não houve denúncia alguma, mas sim suspeitas por parte da própria
administração junto ao Banco do Brasil, onde eram feitos os pagamentos.
A servidora que é funcionaria de carreira do município, exercia cargo de confiança no setor
de folha de pagamento, e por meio de seus conhecimentos, gerava dois pagamentos de
um
mesmo servidor em secretarias diferentes. Uma oficial e outra paralela. O dinheiro
desviadoera depositado em uma única conta do Banco do Brasil de Jaru, de uma pessoa
ainda não encontrada pela polícia, moradora desta cidade. Estima-se que a fraude estaria
acontecendo há três anos e teria desviado pelo menos R$ 2 milhões dos cofres da prefeitura.
O prefeito Bianco
garantiu que medidas enérgicas estão sendo tomadas e que o programa
de gerenciamento da prefeitura, suspeito de ser usado na fraude, e que foi
implantado pelo marido de Thais Santos D'avila, que presta serviço a uma
empresa de informática contratada pela prefeitura, não será cancelado.
“Não podemos mudar um sistema da noite para o dia”, enfatizou o prefeito. O juiz Valdeci Ramos
informou que não decretou segredo de justiça no caso, como estava sendo
divulgado pela imprensa de todo o estado. A prisão preventiva de Thais
Santos foi solicitada pela administração municipal para evitar que novas
fraudes sejam praticadas. No momento da prisão,
Thais Santos tentou se suicidar, trancando-se no banheiro da sua
residência e ingerindo diversos tipos de remédios, sendo socorrida até o
hospital pelos policiais e após receber alta foi conduzida para o presídio
de Ji-Paraná. A polícia investiga a
participação do marido de Thais Santos na fraude, que também prestava
serviços de programação de sistemas a prefeitura de Jaru, além do titular
da conta, onde era feito o depósito milionário.