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Pensar, é
isto que nos falta!
09/02/10-Terça-feira
Olá leitor. Hoje gostaria de compartilhar com você um pouco do que
acredito ser o resultado de tanto negativismo, ou melhor, falta de
utopia no mundo atual.
Você já conversou com alguém hoje? Desculpe-me a pergunta, mas, sobre
qual assunto vocês conversaram? Espero leitor que você faça parte dos
10%, isso mesmo, desta pequena parcela de pessoas que enfatizam as
soluções dos problemas, as virtudes das pessoas, os bons exemplos, o
caminho para realizações que pareciam impossíveis.
Cerca de 90% de nossas conversas é para comentar os erros dos outros, os
defeitos, os fracassos das pessoas, e nós não nos atentamos para isso.
Qual o motivo? Será que nós estamos sendo vítimas da falta do que
pensar? Ou, meros reprodutores medíocres do que assimilamos nos meios de
comunicação de massa, que diariamente nos bombardeiam apenas com a
superficialidade das notícias?
Não que esta superficialidade seja incorreta, mas, quando é que
assistimos, lemos ou ouvimos o aprofundamento dos fatos? Será que nós,
ao menos, nos interessamos por esse aprofundamento? Queremos nos
comprometer, já que falamos tanto em ser cidadãos?
É
assustador o que reproduzimos em nossa sociedade, sem percebemos a
gravidade. Crença! Qual é a sua?, Ideologia! Qual é a sua?,
Partido! Qual é o seu?, Qual a razão de nossa existência?
Calma lá, calma lá! Não quero dar uma de filósofo, quero apenas que
busquemos estas respostas. Vamos a um exemplo clássico, “o casamento” –
no início uma maravilha, com o tempo vira rotina, e aparecem os
problemas, se você pensa e ama, é claro, você se separa e casa de novo
com a mesma pessoa, se não, você ou fica solteiro, ou casa com outra.
Depois de tantas brigas o que faz você continuar vivendo com a mesma
pessoa?
Isso! É “isso” que precisamos. Nos acostumar a encontrar a solução
correta para as coisas. È preciso pensar, pensar, pensar e depois que
estivermos cansados de pensar, pensar mais um pouco para encontrarmos o
equilíbrio necessário.
Cadê os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os
filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, os padres
com seus sermões edificantes, os visionários que nos mostravam o
caminho? Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem
platéia, porque muitos de nós está encantado com o discurso pobre e
superficial, é sempre mais fácil culpar os outros.
O
que seu filho esta aprendendo na escola? A mesma coisa que te
ensinaram? O mundo não evoluiu? Não podemos mais aceitar bovinamente
tanta mazela, pensar, é isto que nos falta.
27/01/10-Quarta-feira
Assédio Moral,
acontece com você ?

Olá leitor, como está? Quero te
desejar um ano de 2010 com muita saúde e paz, espero que tenha
passado a virada com muita alegria. O nosso primeiro assunto deste
ano será apresentado atendendo pedidos de funcionários de empresas
públicas e privadas que nestas férias solicitaram que falemos sobre,
segundo muitos funcionários, algo que eles sofrem no local de
trabalho que é o Assédio Moral.
Vamos ler um exemplo disponível na Internet:
http://e-paulopes.blogspot.com/2009/02/funcionario-do-bradesco-teve-de-dancar.html
Por não cumprir meta de venda de produtos do Bradesco, Ricardo (nome
fictício) foi obrigado por seus chefes em uma agência de Goiânia
(GO) a dançar na boca da garrafa, a usar chapéu e rabinho de burro e
a trabalhar nas festas de fim de semana como garçom.
Ele nunca passou por tanta humilhação e constrangimento.
Para os gerentes de agência, trata-se de um “jogo de motivação”. Mas
para a Justiça é assédio moral, um crime.
Ricardo foi à Justiça, e agora a 1ª turma do TST (Tribunal Superior
do Trabalho) condenou o Bradesco a lhe pagar indenização de R$ 40
mil por danos morais.
Mas até que saísse essa decisão final, o Bradesco fez de tudo para
se livrar da condenação. Aproveitou-se de todos os recursos
previstos em lei.
Em um dos recurso, os advogados do banco sustentaram que Ricardo não
tinha vínculo de emprego como bancário, como se trabalhador de
outras categorias pudessem ser submetidos impunemente aos ‘jogos de
motivação”. Mas Ricardo provou que exercia função de bancário.
Em outro recurso, o banco conseguiu reduzir o valor da indenização,
porque os R$ 40 mil estabelecidos pelo tribunal de primeira
instância foram considerados pelos advogados “desproporcionais” (?).
De novo o Bradesco perdeu. O TST manteve o julgamento do tribunal de
Goiânia.
No entendimento dos desembargadores, o Bradesco não zelou pela honra
e imagem de Ricardo.
Mas, o que é assédio moral?
É a exposição dos
trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e
constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante
a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais
comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que
predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de
longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um
ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o
ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir
do emprego.
Caracteriza-se pela degradação
deliberada das condições de trabalho em que prevalecem
atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus
subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta
prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a
ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e
desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a
vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante
à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e,
freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no
ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e
do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai
gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua
auto-estima.
Em resumo: um ato isolado de
humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
-
repetição
sistemática
-
intencionalidade
(forçar o outro a abrir mão do emprego)
-
direcionalidade
(uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
-
temporalidade
(durante a jornada, por dias e meses)
-
degradação
deliberada das condições de trabalho
Onde denunciar?
-
Procurar seu
sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras
instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como:
Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos
Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver
Resolução do Conselho Federal de
Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
-
Recorrer ao Centro
de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação
sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
-
Buscar apoio junto
a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são
fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade,
identidade e cidadania
É, parece fácil na teoria mas na
prática a coisa é bem diferente, por exemplo as leis são escassas:
Projeto
de Lei nº 4.326, de 2004, sobre o Dia Nacional de Luta contra o
Assédio Moral - De iniciativa da Dep. Fed. Maria José da Conceição
Maninha
Lei veda
empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
- BNDES a empresas que tenham prática de assédio moral - Constitui
fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e dá
outras providências. - Lei 11948/09 | Lei Nº 11.948, de 16 de junho
de 2009 - Conversão da Medida Provisória nº 453, de 2008
Lei do assédio sexual, que busca
coibir comportamento que tem estritas relações de semelhança com o
crime de assedio moral (Lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001).
Os sindicatos são omissos ao problema,
aqui em Rondônia então, é um desastre, muitos trabalhadores não
sabem nem a qual sindicato esta filiado, a certeza mesmo é o
desconto no contra-cheque. Quando se trata de representação dos
sindicatos do comércio e industria nada se faz, é isso mesmo, nada.
Desafio aqui neste espaço um sindicato
da industria e comércio do Estado de Rondônia a apresentar ações
concretas sobre o tema, a verdadeira atuação do órgão
representativo. O exemplo maior deste descaso é sobre o piso
salarial comercial, é definido em boa parte do Brasil, mas aqui em
RO, ficam apenas discutindo.
É meu nobre leitor o caminho aqui é o
MINISTÉRIO PÚBLICO, DELEGACIA, JUSTIÇA DO TRABALHO E MUITA CORAGEM.
Espero que você que está sofrendo de assédio tenha. Só depois que
muitas empresas de Jaru e do Estado forem denunciadas e divulgadas
nos sites de notícia é que muita coisa vai mudar.
DENUNCIEM, DENUNCIEM, DENUNCIEM....
Se quiser leitor envie para nós
relatos de assédio moral sofrido por você, que nós iremos resguardar
sua identidade e publicar o seu relato. Meu e-mail:
mura_jaru@yahoo.com.br, envie com cópia para
jaruline@hotmail.com que é o e-mail do site Jaruonline.
Um abraço e até o próximo assunto.
Mais informações
podem ser obtidas através do site:
www.assediomoral.org
Leia abaixo
algumas orientações na Cartilha sobre Assédio Moral, uma publicação
do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, disponível
no site:
www.spbancarios.com.br
ASSEDIO MORAL – Saia do Isolamento
Apresentação:
NA LUTA CONTRA
O ASSEDIO MORAL
Desde que
“inventaram” o trabalho, quem vai atrás do ganha-pão sofre com a
pressão e o destempero de quem manda. A violência no ambiente de
trabalho não é nenhuma novidade, mas nas últimas décadas tem
aumentado consideravelmente, com a nova estrutura organizacional,
que privilegia o lucro e a produtividade.
O primeiro passo
para resolver o problema é dar-lhe nome e, desde os anos de 1980,
estudiosos do mundo inteiro têm se debruçado para entender este
fenômeno chamado de assédio moral. Essa violência psicológica que
acaba com a saúde é diferente daqueles pequenos desentendimentos que
vira e mexe temos no ambiente de trabalho. O assédio moral é uma
tortura constante e permanente, quase que diária, que humilha,
agride e
acaba com a saúde
e causa um impacto profundo na vida pessoal, familiar e social do
trabalhador.
Esse verdadeiro
terror tem acometido trabalhadores de todas as classes, mas os
bancários estão entre as principais vítimas do assédio moral. A
forma como os bancos organizaram seu ambiente de trabalho – com
quadro de funcionários extremamente enxutos, metas quase impossíveis
de serem batidas e pressões por produtividade – criou o espaço
perfeito para a proliferação do assédio moral.
MAIS ATUAL DO
QUE NUNCA
Já faz pelo menos
uma década que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e
Região entrou nesta luta mundial contra o assédio moral. O tema já é
familiar para a categoria, mas ganhou uma importância muito maior no
último ano e meio, quando começou a nova onda de fusões e aquisições
no sistema financeiro nacional. Hoje, praticamente todos os grandes
bancos que atuam no Brasil estão envolvidos neste tipo de
negócio, que já
resultou na perda de 250 mil postos de trabalho dos bancários de
1993 para cá. O medo do desemprego pode ser o ingrediente perfeito
para que o assédio moral se multiplique nas agências e departamentos
dos bancos.
Para evitar que
esse sofrimento acometa mais bancários, o Sindicato está lançando
uma grande campanha de combate ao assédio moral. Esta cartilha é
parte da campanha e nela você pode conhecer um pouco mais do
problema e as formas de combatê-lo. Existem várias medidas que
protegem o trabalhador do assédio moral, mas nenhuma delas é mais
eficaz que a união e a solidariedade dos colegas. E, claro, nunca
deixe de denunciar o problema. O Sindicato está de portas abertas e
pronto para agir.
ASSÉDIO MORAL
TERRORISMO
PSICOLÓGICO
NO TRABALHO
TEM NOME
Para vencer o
assédio moral, o importante é falar sobre o assunto e não ficar
sozinho. Procure o Sindicato e seus colegas. A pressão das empresas
para superar metas e ser competitivas tem transformado o local de
trabalho num ambiente de terror psicológico. Nos bancos, o problema
se tornou crônico, principalmente depois que transformaram os
bancários em verdadeiros vendedores de produtos, inseridos em um
sistema de punições e
recompensas e de
extrema pressão para aumentar a produtividade. Neste ambiente,
práticas desprezíveis são consideradas “normais”. Sobram gritos,
humilhações e constrangimentos. Subordinados são desmoralizados na
frente da equipe. O resultado desse terrorismo é pago
pelo trabalhador
com a própria saúde. É fato que a violência moral no trabalho não é
um fenômeno novo. Na verdade, ele é tão antigo quanto o próprio
trabalho.
A novidade reside
na intensificação, gravidade, amplitude e banalização dessa
violência, que, nas últimas décadas, passou a ter uma atenção
especial dos estudiosos e ganhou o nome de assédio moral.
O CONCEITO
O assédio moral é
todo comportamento abusivo (gesto, palavra e atitude) que ameaça,
por sua repetição, a integridade física ou psíquica de uma pessoa,
degradando o ambiente de trabalho. São microagressões, pouco graves
se tomadas isoladamente, mas que, por serem sistemáticas, tornam-se
destrutivas. Geralmente, este tipo de conduta ocorre quando há
relações hierárquicas autoritárias, em que prevalecem atitudes
negativas em relação a seus subordinados, com ataques repetitivos. É
o sentimento de ser ofendido, menosprezado, constrangido e ultrajado
pelo outro no ambiente de trabalho. Essa humilhação causa dor,
tristeza e sofrimento.
Normalmente, o
problema começa com críticas constantes do agressor ao trabalho de
um funcionário, que é impedido de trabalhar ou, ao contrário, vê-se
sobrecarregado de tarefas. Assim, o agressor pode mais
REPETIÇÃO DO
ATO E A PRINCIPAL
CARACTERÍSTICA
DO ASSÉDIO MORAL
O assédio moral
no trabalho não é um fato isolado. A base desse problema está na
repetição, ao longo do tempo, de práticas constrangedoras e
humilhantes. A perseguição também é outra característica. A vítima
escolhida, em geral, é isolada do grupo e impedida de se expressar.
Sem explicações, passa a ser hostilizada, ridicularizada,
inferiorizada e desacreditada diante dos pares.
O assédio moral,
portanto, define-se no tempo e não pode ser diagnosticado
imediatamente após a primeira hostilidade. Não se dar bem com seu
superior é normal. O problema é quando a questão se torna pessoal e
o empregado se vê discriminado no ambiente de trabalho, sofrendo,
constantemente, humilhações. Leia a seguir, um pouco mais sobre as
características do assédio moral.
Exemplos mais comuns de assédio moral:
Impor o medo da demissão
Chamar a todos de incompetentes
Repetir a mesma ordem para realizar uma tarefa simples centenas de
vezes ou dar ordens confusas e contraditórias e induzir ao erro
Isolar a vítima e impedir os colegas de almoçar ou conversar com ela
Desviar da função ou retirar material necessário à execução da
tarefa
Exigir que extrapole a jornada ou reduzir horário de refeições
Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do
trabalhador
Pressionar a vítima para que ela abra mão de direitos
Voltar de férias e ser demitido
Sugerir que peça demissão por saúde
Divulgar boatos sobre sua moral ou criticar sistematicamente o
trabalho
Incentivar a competitividade e individualismo
Colocar guarda controlando entrada e saída e fazer revistas
Demitir os adoecidos ou acidentados quando retornam ao trabalho ou,
simplesmente, ignorar as recomendações médicas
ASSÉDIO COMO
GESTÃO
Outro estudo
importante sobre o assédio moral na categoria bancária foi feito
pela psicóloga Lis Andréa Soboll, em sua tese de doutorado em
Medicina, na Universidade de São Paulo (USP). Durante três anos, ela
analisou em profundidade 28 casos de funcionários de oito
instituições financeiras. Uma das principais conclusões do seu
trabalho é o fato de os bancos, em geral, utilizarem-se do assédio
moral como instrumento de gestão, visando um total controle do
cotidiano do trabalho e apostando no medo.
BANCÁRIOS
ESTÃO ENTRE
AS PRINCIPAIS
VÍTIMAS
O assédio moral
atinge trabalhadores de todas as categorias, mas os bancários estão
entre
as principais
vítimas. A pressão dos bancos para o cumprimento de metas abusivas e
pela
produtividade tem
acabado com a saúde dos funcionários e levado praticamente a metade
dos bancários
brasileiros a sofrerem com o assédio moral. Segundo pesquisa feita
em 2006 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro (Contraf-CUT), cerca de 40% dos bancários já sofreram
assédio moral no trabalho.
Esse problema tem
se refletido na saúde dos empregados, pois 60,72% dos entrevistados
disseram que andam nervosos, tensos ou preocupados e sofrem com
cansaço, tristeza, insônia e dores de cabeça. Segundo a pesquisa,
apenas 5,2% dos bancários que sofreram o assédio falaram sobre o
assunto com alguém.
DANO A SAÚDE
O assédio moral é
fenômeno íntimo e que causa vergonha a suas vítimas. Geralmente,
esses trabalhadores isolam-se da família, evitam contar o acontecido
aos amigos, passam a vivenciar sentimentos de irritabilidade, vazio,
revolta e fracasso. Por isso, o assédio é a doença da solidão. A
vítima é isolada pelo grupo e não pode se defender. Essa humilhação
constitui um risco invisível, porém concreto para a saúde do
trabalhador. É comum nas vítimas do assédio moral a depressão,
palpitações, tremores, distúrbios do sono e digestivo, hipertensão,
dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos ou tentativas
de suicídios. Desde 2007, a Previdência Social considera a depressão
como acidente de trabalho na categoria bancária, tão grande é o
número de profissionais que sofrem com este mal por conta do assédio
moral.
APOIO E UNIÃO
DOS COLEGAS
SÃO GARANTIAS
DE PROTEÇÃO
Para acabar com a
humilhação e com o assédio moral, o trabalhador precisa de
informação, organização e mobilização. Um ambiente de trabalho
saudável é uma conquista diária. Se você é vítima dessa opressão
procure ajuda do Sindicato e dos colegas e denuncie. Se você é
testemunha de humilhação no trabalho supere seu medo e seja
solidário. Você poderá ser a próxima vítima e nessa hora o apoio dos
colegas também será precioso. São os laços afetivos e a troca de
informações que permitem a resistência, porque o medo só reforça o
poder do
agressor. Veja no quadro ao lado a recomendação dos especialistas
para quem é vítima ou testemunha de assédio moral.
O QUE A VÍTIMA
DEVE FAZER
Resistir: anotar
com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora,
local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam,
conteúdo da conversa e o que mais achar necessário) dar
visibilidade: procurar a ajuda do Sindicato e dos colegas,
principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram
humilhações do agressor. O apoio é fundamental dentro e fora da
empresa.
Cuidado: evitar
conversar com o agressor sem testemunhas. Ir sempre com colega de
trabalho ou representante sindical procurar ajuda: relatar o
acontecido para outros canais da sociedade além do Sindicato, como o
Ministério Público e a Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos
Humanos e Conselho Regional de Medicina
apoio: divida
seus problemas com os familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a
solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima,
dignidade, identidade e cidadania.
Publicação do
Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região
– Rua São Bento, 413, Centro, São Paulo,
CEP 01011-100,
telefone (011) 3188-5200,
www.spbancarios.com.br
04/12/09-Sexta-feira
DENGUE EM JARU, DE QUEM É A CULPA?
Da dona omissão. Simples não é, se você caro leitor
estava procurando um culpado, já achou. Agora, quem é essa dona
omissão? Há, é aquela senhora que nos acompanha quando jogamos lixo
nas ruas, não limpamos nossos quintais, ou seja, é a nossa falta de
atitude cidadã, isso mesmo, não exercer a cidadania também provoca
dengue. Mas o que é cidadania? Meu nobre leitor, a cidadania é um
pouco de tudo, resumidamente, é quando o meu direito termina quando
começa o seu, certo? Tá, agora o culpado sou eu? Bom, muita calma
nessa hora, não é só sua não e posso explicar, a dengue em Jaru
começou a chamar atenção no ano de 2005, quando vários casos foram
notificados e ações de combate realizadas, até ai tudo bem,
acontece que o tempo passou, hoje dia 04 de dezembro de 2009, às 15
horas no plenário da câmara municipal, mais uma vez nossas
autoridades se reuniram para discutir o combate de mais uma
epidemia, contabilizando mais de mil casos ao mês, um verdadeiro
caos. Leia leitor algumas afirmações ditas por nossas autoridades na
reunião:
Fumacê não funciona;
03 bombas de fumacê mais seis do Estado, levaria mais
de quatro meses para visitar 14 mil casas;
O município solicitou a força tarefa;
Mais de 150 caminhões de entulho foram retirados;
Jaru têm 600 fossas abertas;
No hospital municipal não falta medicamento;
Médicos faltam no Estado de Rondônia, só tem 1100
médicos para mais de um milhão de habitantes;
Foi decretado estado de emergência em Jaru a partir
de hoje;
Judiciário e Ministério Público não medem força com a
secretaria de saúde;
Em 1987 foi a última contratação de pessoal da funasa;
O surto esta na fase inicial;
Se não tomarem providências crianças abaixo de cinco
anos podem morrer;
O prefeito de Jaru passou o dia inteiro em cima de
uma máquina limpando a cidade;
Os filhos de Jaru estão morrendo;
A saúde é mais importante do que receber um senador;
Para, para que negócio é esse meu? Depois querem
dizer que eu morador sou o culpado. Chega vou dormir. Espera
leitor, tenho uma boa notícia. A solução para resolver parcialmente
o problema foi dita na reunião:
15 equipamentos;
30 funcionários;
340 litros de inseticida e
12 dias de trabalho.
O que, a solução é essa e até agora não colocaram em
prática, isso é um absurdo, qual a razão de não colocaram em
prática? Meu indignado leitor, tudo é política, tudo é toma lá dá
cá, "e nóis só toma".
Leia meu atento leitor uma matéria publicada no
site www.destaquerondonia.com.br:
O que vem
aterrorizando os sofridos moradores da cidade de Jarú é a
proliferação dos casos de dengue, e a falta de atenção da
administração municipal com o assunto. Os hospitais não comportam
mais tantos casos, sem ter muito o que fazer, pela falta de
estrutura e medicamentos para atender os pacientes, eles são
encaminhados para diversos municípios do estado.
Não precisamos ir
muito longe para entendermos o motivo do caos na saúde daquele
município, quem não sabe que os “muletas” montaram uma verdadeira
indústria de assistencialismo, com frotas de ônibus e casas de apoio
espalhadas em porto velho, no intuito de mostrar para a população
que são os bonzinhos, e enquanto isso a população sofre com o
descaso e a falta de investimentos no próprio município, que deveria
cuidar de seus doentes, sem ter que jogar os pobres nos corredores
dos hospitais da capital, com problemas simples e que o município
tem condições suficientes de resolver.
Acontece que este
assistencialismo já rendeu muitos frutos aos “muletas”, eleições de
vereadores, prefeitos, deputados tudo a custo da suposta troca de
favores. A blindagem criada nos meios de comunicação do município
ligados ao grupo, faz com que a população não receba as informações
necessárias e pôr um basta nesta situação. Quem não sabe de onde
saiu o atual prefeito, Jeam Carlos dos Santos (PMDB), popularmente
conhecido como “Jean dos Muletas”. Morador de Porto Velho cuidava da
casa de apoio e conseguiu ser vereador. Na última eleição
conseguiram eleger uma vereadora com o seguinte nome “Denisia do
Carlinhos da Casa de Apoio”, ou seja, não tem nome próprio. Segundo
informações, esse Carlinhos só não usa a tribuna porque o regimento
da câmara não permite.
Essa semana o
Destaque Rondônia recebeu uma denúncia de um servidor público da
educação do município, que preocupado com o aumento dos casos de
dengue entre professores e alunos, encabeçou uma campanha dentro da
própria escola para tentar amenizar a situação, conscientizando a
população de alguns cuidados preventivos para evitar o aumento dos
casos. A princípio alguns professores e alunos entraram na campanha,
foi só a administração municipal ficar sabendo que proibiu de
imediato a campanha e ainda ameaçou o funcionário caso insistisse no
assunto.
Lembra da Amaurota a cidade onde tudo é possível,
pois é lá secretário de saúde vive fazendo propostas indecentes para
os médicos, como por exemplo pede para médicos darem atestado médico
para funcionários ficarem em casa e o secretario e o médio levarem
uma porcentagem do negócio, e a saúde fica em terceiro plano,
contrata-se médico formado na Bolívia sem registro no Conselho
Regional de Medicina e ninguém reclama, aluga aparelhos para ficar
com uma porcentagem do negócio, persegue-se politicamente os médicos
antigos e não se faz nada. Fiscalizar obras em Amaurota é um
desafio, o pessoal responsável fiscaliza, mas os políticos
irresponsáveis não cobram as multas, pelo contrário somem com elas.
Carros alugados pela prefeitura de Amaurota andam sem identificação
e ainda abastecem e ficam gozando da população, o secretário de
obras pega o carro oficial e vai para outro Estado aos finais de
semana recontar as cabeças de gado no pasto dele, isso é Amaurota.
Qualquer semelhança é mera coincidência .
Oi, leitor! Você tá aí? Oi. Tudo bem? Já foi
dormir? Colocar a culpa em alguém é fácil, mas difícil mesmo e
assumir que todos tem uma participação, nossa em insistir em votar
num grupo de politiqueiros que usam e abusam da nossa simplicidade e
das nossas enfermidades e desses representantes legais do povo que
ainda se aproveitam de tal situação alarmante para quererem se
tornar salvadores da pátria. A situação já não é uma comédia grega
e se tornou uma tragédia troiana. Que Deus nos abençoe. Agora vou
dormir.
Dengue no Jaru de quem é a culpa? Responda você
leitor.
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Tudo bem no ano que vem
18/09/09-
2010, 2010, 2010,... O que tem de gente que sonha
com esse ano, não esta no gibi, ano de copa do mundo e de
eleições. Com a seleção tudo certo, só vitórias e boas
expectativas, agora com as eleições, não podemos afirmar o
mesmo. Já se planejou para o ano vindouro? Se não, se prepare.
O circo esta sendo armado, domadores de leão,
palhaços, vendedores de pipoca, algodão doce, de voto, ops
escorreguei no teclado, desculpe-me. Ah! O que vai ter de
malabarista, você não pode perder, mágico então, nem se fala,
vai ser um show. O pão? Não podemos esquecer do pão, a
“ESPERANÇA”.
Pão e Circo vem ai, olé, olé, ola.
É isto que causa preocupação, 2010, pode se
transformar na mais podre ação política da época dos imperadores
romanos. Alienados pelo sonho irreal
de uma vitória no Campeonato do Mundo de Futebol, os brasileiros
esquecem os seus reais problemas durante as próximas semanas. Os
meios de comunicação social, com especial destaque para a rádio
e televisão, alimentam até à exaustão o mito da possibilidade da
vitória brasileira deixando para segundo ou terceiro plano as
verdadeiras questões existentes na sociedade brasileira.
PÃO E CIRCO
Com o crescimento urbano vieram
também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito
desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus
empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades
romanas em busca de empregos e melhores condições de vida.
Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de
desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta
consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase
todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o
mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos
alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo
os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.
A sua Excelência, o eleitor, terá mais uma
oportunidade de escolha dos nossos representantes políticos. A
sobriedade do momento do voto deve ser acompanhada da escolha
não apenas de nomes ou siglas, deve se escolher sobre: O futuro
de algo cobiçado pelo mundo que é o Pré Sal, os rumos da reforma
agrária, reformas tributaria, eleitoral, previdenciária entre
outras, como se dará a política internacional, sobre tudo a
iniciativa de expansão de bases militares dos EUA na fronteira
brasileira, os limites territoriais no oceano atlântico,
soberania nacional, expançao de ONG’S na amazônia,
precatórios,educação, meio ambiente...
É fato, segurança nacional e meio ambiente serão
temas que devem fazer parte das preocupações primordiais da cada
um que quer se candidatar a algum cargo eletivo e de cada
eleitor em sua decisão. Observem, reflitam, comparem, analisem
a história de vida de cada um e decidam.
Já pararam para pensar um pouco sobre Rondônia
neste cenário nacional? Então pensem. No próximo artigo
falaremos mais sobre Rondônia.
Mas, enquanto isso, TUDO BEM NO ANO QUE VEM.
PERGUNTAS EM
BUSCA DE RESPOSTAS
19/08/09
Sabe aquelas
perguntas difíceis de responder em público, ou melhor, em se
tratando de politiqueiros, não utilizam do princípio
administrativo da publicidade? Vou propor um desafio a você
leitor, dizem que não são as respostas que mudam o mundo, mas
sim as perguntas. As respostas podem até não mudar o mundo, mas
com certeza ajudam-nos a refletir sobre nossas ações e omissões.
Responda se
puder. Se não puder reflita sobre elas. Se você for um bom
político utilize-as como norte para seu mandato dando
publicidade aos seus atos.
Por que o Senado Federal está em crise?
Por que o
Deputado Federal
Sérgio
Moraes (PTB-RS) se lixa
para a opinião pública, e afirma que ira ser reeleito mais uma
vez?
Por que até agora não se descobriu quem tocou fogo na prefeitura
de Jaru?
Por que não prenderam o ou os mandantes que vitimaram Olavo
Pires?
Por que não encontram o ou os assassinos de Edson Luiz
Gasparotto, presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto/RO?
Por que até agora o presidente da Câmara Municipal de Jaru não
tornou pública as diárias dos nobres edis dos meses de janeiro e
fevereiro de 2009?
Por que o Prefeito de Jaru não divulga na imprensa nomeações e
exonerações? Será que tem atos secretos em Jaru?
Por que até agora nenhum órgão oficial se manifestou sobre a
possível cartelização dos postos de combustível em Jaru?
Por que o projeto dos ficha limpa não passou na mais alta corte
da justiça do país?
Por que criam-se conselhos e mais conselhos que não poder
exercem suas funções por completo?
Por que ônibus escolares são utilizados para levar pacientes a
Capital do estado?
Por que investe-se em armários caríssimos e ventiladores caem em
cabeça de alunos em Rondônia?
Por que um professor ganha pouco mais de um salário mínimo em
Jaru?
Por que ao se colocar a culpa de todas as mazelas de Jaru no
passado administrativo, citam apenas o ex-prefeito Ulisses
Borges e esquecem-se do Baratela, Dema, Amauri, entre outros?
Por que se infringe a lei de responsabilidade fiscal e nenhum
vereador denuncia?
Por que apenas algumas empresas, sempre as mesmas, vencem
licitações em prefeituras?
Por que os vereadores de Jaru não divulgam quem são seus
assessores, o que fazem e quanto ganham?
Por que não se tem ônibus igual aquele que o governo federal
envia aos municípios e alunos e professore são obrigados a
utilizarem transporte escolar pago com dinheiro público em
péssimo estado de conservação? Quem fiscaliza o transporte
escolar em Jaru?
Por que o eleitor vende o voto, ou troca por favores?
Muitas perguntas poderiam ser feitas, agora leitor aguardo suas
respostas.
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22/07/09
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO POR JARU?
Dizem os pioneiros e as pesquisas comprovam que tudo
que se planta nesta terra dá, outros afirmam que aquele que bebe de
nossa água pode até ir embora mais um dia voltará, tem aqueles que
viveram o medo da malária afirmam se é doido veio de Jaru, outros
mais politizados e pessimistas acreditam que nesta cidade tem uma
cabeça de jegue enterrada, muitos vítimas de assistencialismo se
limitam em acreditar que desenvolvimento é sinônimo de abertura,
patrolamento e asfaltamento de ruas.
Houve um tempo que se tinha prefeitura, antes de
queimá-la, praça com quadra poliesportiva, onde aos finais de semana
os jovens se revesavam para jogar vôlei ou futebol, tinha também
casa da cultura que oportunizava momentos de aprendizagem, com
pinturas, brincadeiras, palhaço e muita leitura. E aquele cinema,
bons tempos aqueles. Tinha guarda-mirim, promoção social, que se
podia fazer quase tudo, bordar, trabalhar com artesanato, se
aprendia uma profissão. Tinha biblioteca, sim não estou sonhando
tinha sim. Tinha até danceteria. Lembra daquelas paqueras na praça
da igreja? Ótimos bailes.
Tudo era mais difícil, energia só até quando os
motores da Ceron permitiam, escolas precisavam de tudo, mas os
profissionais superavam as dificuldades com muito trabalho e pouca
reclamação, as pessoas se conheciam umas as outras, haviam cercas e
não muros. Os bairros tinham seus líderes comunitários, reclamavam,
elogiavam e foram os responsáveis por muito do que temos hoje. Como
era bom participar dos jogos escolares, aquela rivalidade sadia nos
torneios. Muito pode se falar daquele tempo.
Mas, com o tempo, e como diz o poeta “o tempo não
pára”, se pode ver que nem tudo é como era antes, Jaru foi vítima de
um grupo de pessoas que não souberam priorizar as prioridades,
talvez se esqueceram que mesmo construindo a vida com o que a
prefeitura dava, o povo precisasse de mais qualidade de vida. É uma
pena. Lembra do Linhão, passou por Jaru, e por falta de políticos
a energia não foi rebaixada. E da lá pra cá, percebemos que muita
coisa que atrasa nosso desenvolvimento continua acontecendo.
A Prefeitura e Câmara de vereadores, considera por
alguns a galinha dos ovos de ouro, nem sempre representam a
ansiedade do povo, parece que tudo é permitido, a justiça é
inoperante, nem ministério público e fórum conseguem o que seria o
óbvio, garantir que as leis sejam respeitadas. Quem queimou a
Prefeitura?
Troca de favores, é, no que se parece, a maior
vantagem de quem vota e é votado. Vote no seu fulano que lhe
garanto que a prefeitura irá contratar seus serviços. Frota de
ônibus, empresas marcadas, que sempre vencem licitações, casas que
serviram de comitê eleitoral são alugadas para abrigarem projetos
ditos sociais. Tudo uma grande maquiagem, cadê a execução do Plano
Diretor do Município. Vereadores que não prestam conta das ações de
mandato, nem as diárias e assessores são esclarecidos à população.
Faço minhas as palavras do juiz de direito Elsi Antonia Dalla Riva,
quando da entrega dos diplomas eleitorais “ espero que os senhores e
senhoras honrem as calças e saias que vestem, e o nome de seus
pais...”
Honra, essa é a esperança que temos que ter em nosso
povo e nos escolhido por ele, não precisa ser estudado, empresário
ou agricultor, precisa ter temor a Deus, e vergonha na cara. Jaru
precisa revigorar a força dos pioneiros, para os pioneiros e para
aqueles que nesta terra derramaram sangue, suor e lágrimas em busca
das realizações de sonhos.
O que você esta fazendo por Jaru?
07/07/09-
Vereador, representante ou vilão?
Vamos começar do início, pois, falar desta importante figura política
para o município requer um olhar mais crítico. Vereador, deriva do
antigo termo verea - que significa "administrar", ou outros autores
apontam para a contração de "verificador". Em Jaru, podemos afirmar que
os nossos edis fazem jus a origem do termo?
A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando
São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o
período do Brasil Colônia, possuíam câmaras municipais somente as
localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo
Reino de Portugal mediante ato régio. Nesta época, as câmaras
municipais exerciam um número bem maior de funções do que atualmente.Eram
as responsáveis pela coleta de
impostos, regular o exercício de profissões e ofícios, regular o
comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e
gerenciar prisões, ou seja, uma ampla gama nos três campos da
administração pública: executivo, legislativo e judiciário.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que
gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída. O império
centraliza a administração pública através da Constituição de 1824. A
duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais
votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia
a figura do "prefeito".
Com a Proclamação da República, as câmaras
municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os
membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do
"intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas.
Com a Revolução de 1930 criam-se as prefeituras, às quais serão
atribuídas as funções executivas dos municípios.Assim,
as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa
legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as
câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos
municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as
câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje
possuem. Os
artigos 29 a 31 da Constituição prescrevem, para os vereadores,
dentre outros:
Mandato de quatro anos, por voto direto e simultâneo em todo o
país;
Elaboração da Lei Orgânica do Município;
Número de integrantes nas câmaras proporcional à população do
município (variando de 9 a 55);
Fiscalização e julgamento das contas do Executivo;
Inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos - no exercício
do mandato e na circunscrição do município;
Legislar sobre assuntos de interesse local.
Para concorrer ao mandato de vereador a idade legal mínima é de
dezoito anos.
Os vereadores de Jaru fazem tudo isso?
Desde 1977, o Brasil é o único país em todo o
mundo que paga salário a vereador em todas as suas cidades.
Mundo afora, isso só ocorre em grandes metrópoles como Nova York
e Londres.
Antes da formação de Jaru em município, se tinha algo que se
chamava conselho da cidade, que reunia algumas pessoas e
definiam as diretrizes do povoado, sabe quanto ganhavam para
isso? Dona Valda e seu Vicente foram algumas das pessoas que
faziam este papel.
Hoje, Brasil a fora, se observa que a função
edil é distorcida, pela sacanagem feita com o voto do eleitor.
Tem vereador que não divulga se quer os nomes de seus
assessores, outros não sabem nem se quer a sua função na câmara,
tem edil que se utiliza da condição de autoridade constituída é
como se fosse Deus, emprega e desemprega pessoas nas
prefeituras, outros,se utilizam dessa prática para assediar
funcionárias comissionadas, tem aqueles espertos que antes de se
elegerem já negociam com o candidato a prefeito cargos e
secretarias, fazendo do público o mais sórdido patrimônio
privado, é aquela história nessa creche quem manda sou eu,
naquele posto de saúde sou eu e assim vai...
Em Câmaras neste imenso rincão, não se sabe o quanto de
dinheiro entra nem o que é feito com tal recurso, não se faz na
prática o que muitos teorizam, a chamada gestão participativa.
Quanto as diárias que os nobres edis recebem, não se sabe nem
quanto recebem nem pra que. Observar o aumento do patrimônio
individual de cada edil é uma forma de se descobrir.
Sorte que em Jaru essas situações que envergonham qualquer um
não acontece, não é? Temos edis preocupados com a situação do
meio-ambiente, da saúde, educação, agricultura, entre outros
setores da administração.
30/06/09
Agrishow e Jaru mudanças possíveis
Com cinco anos de
criação e quatro festas realizadas, a Cooaja – Cooperativa Agrorural
de Jaru, representa a superação em organização e desenvolvimento de
um setor que é a sustentabilidade econômica do Estado de Rondônia e
do município de Jaru. Na Agrishow 2009, foi apresentado o melhor da
genética bovina, a produtividade indiscutível de leite, as ações de
apoio ao agricultor através dos órgãos governamentais, a qualidade e
tecnologia agregada aos produtos expostos nos mais diversos standers
das empresas de Jaru e região, shows que abrilhantaram a festa,
rodeio com profissionalismo, leilões que além da oportunidade de
ótimos negócios, divulgou as potencialidades de Jaru para o Brasil e
mundo através do Canal do Boi, além da participação expressiva da
população que foi o ponto alto da festa, cerca de 14000 pessoas.
Todo esse
desenvolvimento é comprovado quando observamos a estrutura geral do
parque de festas, ruas pavimentadas, paisagismo bem projetado,
atenção ao meio ambiente com lixeiras bem distribuídas, sanitários
químicos, iluminação, limpeza diária do local, ou seja, uma mini
cidade bem administrada. Outro fator que chamou a atenção foi a
velocidade que se conseguiu emendas governamentais, e execução de
obras de infra-estrutura. Estas e outras ações servem, sobre modo,
para afirmarmos que quando se quer faz, quando os interesses
políticos e coletivos são abordados com responsabilidade o
desenvolvimento acontece.
São mudanças
possíveis também para o município de Jaru, que ainda necessita de
iluminação, pavimentação asfáltica, projeto urbanístico,
arquitetônico, distribuição de lixeiras ecológicas e, acima de tudo,
ter governantes que possam assimilar as conseqüências de
desenvolvimento sustentável proporcionada por um espírito
cooperativista, os consórcios para solucionar problemas relacionados
à saúde pública em outras regiões do Brasil são exemplos disso, os
comitês de desenvolvimento econômico local também.
Mais de 14000
pessoas em cinco dias de festa, que além de se divertirem muito,
observaram tudo isso, e com certeza irão cobrar estas mudanças
possíveis para Jaru. Taí o maior objetivo da Agrishow. Que venha
2010.
15/06/09
Geração perdida?
O que faz um cérebro de criança ser diferente um do outro? Qual a
razão de estarmos ainda discutindo alfabetização, quando temos
professores analfabetos digitais? Várias indagações podemos fazer
sobre a qualidade de educação que é oferecida para nossas crianças,
porém o assunto necessita de algumas considerações. Tenho aqui uma
sugestão :www.guiadascidadesdigitais.com.br,
o sistema "s", o selo ISO (International Organization for
Standardization), o Kindle 2 (e-book), o Moodle ou uma visita no
Colégio Dante Alighieri, em São Paulo.
O historiador romano Tácito afirmou: "A necessidade modifica o pobre
e a saciedade o rico". Hoje no século XXI encontramos tais
carências, que moldam a sociedade que vivemos, mas se tem a
impressão que esta tudo certo, tudo bem, a educação avança, o mundo
avança, os políticos avançam. Que pena que só é impressão, tipo
daquelas que a sociedade positivista-funcionalista nos impõe desde a
nossa concepção até a nossa morte. Quem disse que não somos
mutáveis? Lembro daquele adágio popular "Pau que nasce torto morre
torto", e digo eu não sou pau, sou gente que se completa a cada dia
com as experiências que vivo, com as incertezas que tenho e com os
desafios vencidos. Peter Berger em seu livro "Perspectivas
Sociológicas" fala do "êxtase", que é a capacidade que uma pessoa
tem de saltar dum
mundo em que vive mergulhado,
para outro mundo possível. Nossos jovens estão tendo essa
capacidade? Ou temos aqui que nos contentar com a máxima de
Rousseau: "O homem nasce puro e a sociedade o corrompe".
Para aqueles que ainda se preocupam com a educação oferecida a seus
filhos peço que olhem em volta e reflitam. O que esta acontecendo
no estado de Rondônia? Pensem sobre as possibilidades de
desenvolvimento sustentável que começam a ser criadas. Hidrelétricas
do Madeira, Saída para o Pacífico, Abertura de Mercado, Gasoduto,
Interligação do Norte a todo o país e mundo. E seu filho está
preparado? Em qual escola ele estuda? Como é a educação oferecida?
Em outra oportunidade falaremos mais sobre este assunto. Agora quem
vai continuar este artigo é você leitor. Um abraço. |