.:: Extra MT - Respeito pelo leitor!
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Robert Muracami

Email:murajaru@hotmail.com

QUAL O VALOR DA PROPINA DA CONSCIÊNCIA?

 

Olá leitor(a)!   Quero nesta oportunidade compartilhar com você um assunto que muito nos interessa, a questão ambiental.  O que nós estamos fazendo para proteger a natureza?  Qual o nosso compromisso ambiental?  O que vamos deixar para as próximas gerações?  Estas e outras indagações se tornam cada vez mais frequentes em nosso dia-a-dia, e enquanto isso ficamos nos esquivando com respostas que não ultrapassam a esfera da demagogia.

Cultura. O que é isto?  Esta ai a resposta para nossa falta de comprometimento ambiental.  E começa em casa, quando toca o telefone e você pede para seu filho mentir dizendo que você não esta,  quando você diz que não pode jogar lixo no chão mas joga aquela lata de cerveja no mato, precisamos reavaliar o que ensinamos de forma oculta para as próximas gerações.

E os órgãos governamentais?  Dizem que estão fazendo a sua parte, com muitas dificuldades, mas estão.  Ora, vamos a uma breve análise, ressalvando aqueles funcionários que verdadeiramente honram o serviço público, o que explica por exemplo no município de Jaru, por mais que os órgãos governamentais façam, ainda é evidente a degradação ambiental por parte das grandes empresas.

Meu nobre leitor, lembra-se da Amaurota, a cidade filosófica, lá em Amaurota, acontece mais ou menos assim:  O politiqueiro de plantão busca recursos para financiar a campanha eleitoral, e, consegue de empresários que visam apenas o próprio umbigo uma quantia significativa.  Com isso, os nossos representantes legais adquirem uma dívida com a iniciativa privada.  Qual o retorno?  Vistas grossas, ou seja, se ele (empresário) me ajudou vou retribuir.  É aquela história, para os amigos os benefícios da lei, para os inimigos os rigores da lei.

Quanto aos fiscais que teriam a obrigação de multar, em Amaurota acontece assim: o fiscal recebe do Ministério Público o pedido de fiscalização, o mal fiscal entra em contato com o empresário e diz o que aconteceu e pede para que a empresa faça uma espécie de maquiagem para quando o fiscalização chegar esteja tudo correto, depois um funcionário da empresa pega um veículo e não se sabe onde, paga propina pela ajuda.

Quanto ao pagamento da multa em Amaurota ninguém sabe como ela é revertida em ações que busquem amenizar os estragos ambientais.

É mais ou menos assim, principalmente neste ano de eleição. Você, nobre leitor, que irá exercer o seu mais precioso direito, que é o de votar, já teve a curiosidade de saber quem ou quais são os financiadores das campanhas dos candidatos?  O que tem de candidato que no discurso fala que é contra o armamento e é financiado pelas empresas bélicas pode não estar o gibi, e aqueles que dizem proteger a natureza e ser contra o uso de agrotóxicos, e são financiados pela indústria de produção de veneno.

Qual o valor da propina da consciência?

Polemicas flácidas para adormecer bovinos, é nisso que se resume muitas discussões ambientais.  Mas, como diz o cético, não se preocupe temos que ter calma, tudo o que é falado hoje não vai acontecer amanhã.

Que Deus nos proteja!

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ELEIÇÕES 2010, UMA VERDADEIRA SOPA DE LETRINHAS E QUEM VAI TOMAR É VOCÊ ELEITOR!

Oi leitor, oi leitora, já estava com saudades de você, espero que você também. Mas, o motivo da demora em conversar contigo se justifica na espera do resultado das coligações partidárias das eleições 2010. Olha, é na minha singela opinião a maior prova de que precisamos nos envolver mais no processo político, afinal podemos aqui compartilhar de certa forma de uma análise conjuntural de valores ideológicos, ético e moral. Vamos ao que interessa!

Diz uma lenda pantaneira que, quando não é dia nem noite, quando estamos entre o último minuto do dia que se encerra para o dia que se inicia, Deus e o diabo fazem um balaço do que aconteceu e planejam o dia por vir, e, é nesta fração de milésimos de segundos que o mundo fica a mercê dos boêmios, prostitutas e dos Jovens. Jovem nestas eleições para alguns grupos de politiqueiros, os Paus de galinheiro, estão sendo comparados a um osso, que é cortejado e saboreado ao detrimento de sua verdadeira vocação e potencialidade, são em muitos casos vítimas do desespero familiar na manutenção do poder.

A palavra sopa vem do latim «sop» que significa «colocar fatias de pão no prato e sobre elas derramar caldo quente». Deu saudade da “Nona”, que fazia aquela sopa inesquecível. Uma verdadeira sopa de letrinhas que é saboreada por aqueles de paladar apurado e rigoroso e por muitos que estão cansados de queimar a boca por insistirem em toma-la, é o que se tornou as convenções 2010 em Rondônia. Os ingredientes:

200 g de PT com 01 kg de PSB
01 pitada de PCdoB, um punhado de DEM, duas gotas de PRTB, uma colher de sopa de PDT e 15 xícaras de PMDB
500 g de PR, 100 g de PRB, duas gotas de PTdoB, uma fatia fina de PSC, duas rodelas de PTC e 04 copos americanos de PSDB despejado aos poucos, mas atenção tem que mexer bem
5 kg de PPS, 2 kg de PP, unte uma panela com 01colher de PTB e espalhe bem, 03 pitadas de PTN e para dar aquele gosto especial junte um pouco de PRP, PSL, PHS e PMN, corte em picadinhos e acrescente aos poucos
Coloque o PSOL a gosto

Quem via tomar essa sopa é você eleitor. Mas cuidado, muitos dos ingredientes dessa sopa podem causar uma terrível congestão se misturados. Já ouviu dizer que água e óleo não se misturam? Então, tipo assim, sabe como é, né! Quem nunca se misturou no passado formar um par perfeito no presente, no futuro podemos esperar um grande final de novela mexicana.

Quanto custa o seu voto? Vai, diga ai. Diz logo. Você será daqueles que irão se beneficiar nestas eleições? Em quem irá votar?

Espero que tenha compreendido o que se esconde por trás das maravilhosas intenções que estão camufladas nas promessas proclamadas por muitos nestas eleições.

Deus abençoe a todos.

 

Pensar, é isto que nos falta!

09/02/10-Terça-feira

Olá leitor.  Hoje gostaria de compartilhar com você um pouco do que acredito ser o resultado de tanto negativismo, ou melhor, falta de utopia no mundo atual. 

Você já conversou com alguém hoje? Desculpe-me a pergunta, mas, sobre qual assunto vocês conversaram?  Espero leitor que você faça parte dos 10%, isso mesmo, desta pequena parcela de pessoas que enfatizam as soluções dos problemas, as virtudes das pessoas, os bons exemplos, o caminho para realizações que pareciam impossíveis.

Cerca de 90% de nossas conversas é para comentar os erros dos outros, os defeitos, os fracassos das pessoas, e nós não nos atentamos para isso.  Qual o motivo?  Será que nós estamos sendo vítimas da falta do que pensar? Ou, meros reprodutores medíocres do que assimilamos nos meios de comunicação de massa, que diariamente nos bombardeiam apenas com a superficialidade das notícias?

Não que esta superficialidade seja incorreta, mas, quando é que assistimos, lemos ou ouvimos o aprofundamento dos fatos? Será que nós, ao menos, nos interessamos por esse aprofundamento?  Queremos nos comprometer, já que falamos tanto em ser cidadãos?

É assustador o que reproduzimos em nossa sociedade, sem percebemos a gravidade.  Crença!  Qual é a sua?,  Ideologia!  Qual é a sua?,  Partido! Qual é o seu?,  Qual a razão de nossa existência?

Calma lá, calma lá!  Não quero dar uma de filósofo, quero apenas que busquemos estas respostas.  Vamos a um exemplo clássico, “o casamento” – no início uma maravilha, com o tempo vira rotina, e aparecem os problemas, se você pensa e ama, é claro, você se separa e casa de novo com a mesma pessoa, se não, você ou fica solteiro, ou casa com outra.

Depois de tantas brigas o que faz você continuar vivendo com a mesma pessoa?

Isso!  É “isso” que precisamos.  Nos acostumar a encontrar a solução correta para as coisas. È preciso pensar, pensar, pensar e depois que estivermos cansados de pensar, pensar mais um pouco para encontrarmos o equilíbrio necessário.

Cadê os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, os padres com seus sermões edificantes, os visionários que nos mostravam o caminho?  Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem platéia, porque muitos de nós está encantado com o discurso pobre e superficial, é sempre mais fácil culpar os outros.

O que seu filho esta aprendendo na escola?  A mesma coisa que te ensinaram?  O mundo não evoluiu? Não podemos mais aceitar bovinamente tanta mazela, pensar, é isto que nos falta.

 

 

27/01/10-Quarta-feira 

                                     

Assédio Moral, acontece com você ?

 

Olá leitor, como está?  Quero te desejar um ano de 2010 com muita saúde e paz, espero que tenha passado a virada com muita alegria.  O nosso primeiro assunto deste ano será apresentado atendendo pedidos de funcionários de empresas públicas e privadas que nestas férias solicitaram que falemos sobre, segundo muitos funcionários, algo que eles sofrem no local de trabalho que é o Assédio Moral.

 Vamos ler um exemplo disponível na Internet:

http://e-paulopes.blogspot.com/2009/02/funcionario-do-bradesco-teve-de-dancar.html

Funcionário do Bradesco teve de dançar na boca da garrafa

Por não cumprir meta de venda de produtos do Bradesco, Ricardo (nome fictício) foi obrigado por seus chefes em uma agência de Goiânia (GO) a dançar na boca da garrafa, a usar chapéu e rabinho de burro e a trabalhar nas festas de fim de semana como garçom.

Ele nunca passou por tanta humilhação e constrangimento.
Para os gerentes de agência, trata-se de um “jogo de motivação”. Mas para a Justiça é assédio moral, um crime.
Ricardo foi à Justiça, e agora a 1ª turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou o Bradesco a lhe pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais.
Mas até que saísse essa decisão final, o Bradesco fez de tudo para se livrar da condenação. Aproveitou-se de todos os recursos previstos em lei.

Em um dos recurso, os advogados do banco sustentaram que Ricardo não tinha vínculo de emprego como bancário, como se trabalhador de outras categorias pudessem ser submetidos impunemente aos ‘jogos de motivação”. Mas Ricardo provou que exercia função de bancário.
Em outro recurso, o banco conseguiu reduzir o valor da indenização, porque os R$ 40 mil estabelecidos pelo tribunal de primeira instância foram considerados pelos advogados “desproporcionais” (?). De novo o Bradesco perdeu. O TST manteve o julgamento do tribunal de Goiânia.
No entendimento dos desembargadores, o Bradesco não zelou pela honra e imagem de Ricardo.

 

Mas, o que é assédio moral?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.

Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:

  1. repetição sistemática

  2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)

  3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)

  4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)

  5. degradação deliberada das condições de trabalho

Onde denunciar?

  • Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).

  • Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.

  • Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania

É, parece fácil na teoria mas na prática a coisa é bem diferente, por exemplo as leis são escassas:

Projeto de Lei nº 4.326, de 2004, sobre o Dia Nacional de Luta contra o Assédio Moral - De iniciativa da Dep. Fed. Maria José da Conceição Maninha

Lei veda empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES a empresas que tenham prática de assédio moral - Constitui fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e dá outras providências. - Lei 11948/09 | Lei Nº 11.948, de 16 de junho de 2009 - Conversão da Medida Provisória nº 453, de 2008

 

Lei do assédio sexual, que busca coibir comportamento que tem estritas relações de semelhança com o crime de assedio moral (Lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001).

 

Os sindicatos são omissos ao problema, aqui em Rondônia então, é um desastre, muitos trabalhadores não sabem nem a qual sindicato esta filiado, a certeza mesmo é o desconto no contra-cheque.  Quando se trata de representação dos sindicatos do comércio e industria nada se faz, é isso mesmo, nada.

Desafio aqui neste espaço um sindicato da industria e comércio do Estado de Rondônia a apresentar ações concretas sobre o tema, a verdadeira atuação do órgão representativo.  O exemplo maior deste descaso é sobre o piso salarial comercial, é definido em boa parte do Brasil, mas aqui em RO, ficam apenas discutindo.

É meu nobre leitor o caminho aqui é o MINISTÉRIO PÚBLICO, DELEGACIA, JUSTIÇA DO TRABALHO E MUITA CORAGEM.  Espero que você que está sofrendo de assédio tenha.  Só depois que muitas empresas de Jaru e do Estado forem denunciadas e divulgadas nos sites de notícia é que muita coisa vai mudar.

 

DENUNCIEM, DENUNCIEM, DENUNCIEM....

Se quiser leitor envie para nós relatos de assédio moral sofrido por você, que nós iremos resguardar sua identidade e publicar o seu relato.  Meu e-mail: mura_jaru@yahoo.com.br, envie com cópia para jaruline@hotmail.com que é o e-mail do site Jaruonline.

Um abraço e até o próximo assunto.

 

Mais informações podem ser obtidas através do site: www.assediomoral.org

Leia abaixo algumas orientações na Cartilha sobre Assédio Moral, uma publicação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, disponível no site: www.spbancarios.com.br

 

 

 

ASSEDIO MORAL – Saia do Isolamento

Apresentação:

 

NA LUTA CONTRA O ASSEDIO MORAL

 

Desde que “inventaram” o trabalho, quem vai atrás do ganha-pão sofre com a pressão e o destempero de quem manda. A violência no ambiente de trabalho não é nenhuma novidade, mas nas últimas décadas tem aumentado consideravelmente, com a nova estrutura organizacional, que privilegia o lucro e a produtividade.

 

O primeiro passo para resolver o problema é dar-lhe nome e, desde os anos de 1980, estudiosos do mundo inteiro têm se debruçado para entender este fenômeno chamado de assédio moral. Essa violência psicológica que acaba com a saúde é diferente daqueles pequenos desentendimentos que vira e mexe temos no ambiente de trabalho. O assédio moral é uma tortura constante e permanente, quase que diária, que humilha, agride e

acaba com a saúde e causa um impacto profundo na vida pessoal, familiar e social do trabalhador.

 

Esse verdadeiro terror tem acometido trabalhadores de todas as classes, mas os bancários estão entre as principais vítimas do assédio moral. A forma como os bancos organizaram seu ambiente de trabalho – com quadro de funcionários extremamente enxutos, metas quase impossíveis de serem batidas e pressões por produtividade – criou o espaço perfeito para a proliferação do assédio moral.

 

MAIS ATUAL DO QUE NUNCA

 

Já faz pelo menos uma década que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região entrou nesta luta mundial contra o assédio moral. O tema já é familiar para a categoria, mas ganhou uma importância muito maior no último ano e meio, quando começou a nova onda de fusões e aquisições no sistema financeiro nacional. Hoje, praticamente todos os grandes bancos que atuam no Brasil estão envolvidos neste tipo de

negócio, que já resultou na perda de 250 mil postos de trabalho dos bancários de 1993 para cá. O medo do desemprego pode ser o ingrediente perfeito para que o assédio moral se multiplique nas agências e departamentos dos bancos.

Para evitar que esse sofrimento acometa mais bancários, o Sindicato está lançando uma grande campanha de combate ao assédio moral. Esta cartilha é parte da campanha e nela você pode conhecer um pouco mais do problema e as formas de combatê-lo. Existem várias medidas que protegem o trabalhador do assédio moral, mas nenhuma delas é mais eficaz que a união e a solidariedade dos colegas. E, claro, nunca deixe de denunciar o problema. O Sindicato está de portas abertas e pronto para agir.

 

ASSÉDIO MORAL

 

TERRORISMO PSICOLÓGICO

 

NO TRABALHO TEM NOME

 

Para vencer o assédio moral, o importante é falar sobre o assunto e não ficar sozinho. Procure o Sindicato e seus colegas.  A pressão das empresas para superar metas e ser competitivas tem transformado o local de trabalho num ambiente de terror psicológico. Nos bancos, o problema se tornou crônico, principalmente depois que transformaram os bancários em verdadeiros vendedores de produtos, inseridos em um sistema de punições e

recompensas e de extrema pressão para aumentar a produtividade. Neste ambiente, práticas desprezíveis são consideradas “normais”. Sobram gritos, humilhações e constrangimentos. Subordinados são desmoralizados na frente da equipe. O resultado desse terrorismo é pago

pelo trabalhador com a própria saúde. É fato que a violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Na verdade, ele é tão antigo quanto o próprio trabalho.

 

A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização dessa violência, que, nas últimas décadas, passou a ter uma atenção especial dos estudiosos e ganhou o nome de assédio moral.

 

O CONCEITO

 

O assédio moral é todo comportamento abusivo (gesto, palavra e atitude) que ameaça, por sua repetição, a integridade física ou psíquica de uma pessoa, degradando o ambiente de trabalho. São microagressões, pouco graves se tomadas isoladamente, mas que, por serem sistemáticas, tornam-se destrutivas. Geralmente, este tipo de conduta ocorre quando há relações hierárquicas autoritárias, em que prevalecem atitudes negativas em relação a seus subordinados, com ataques repetitivos. É o sentimento de ser ofendido, menosprezado, constrangido e ultrajado pelo outro no ambiente de trabalho. Essa humilhação causa dor, tristeza e sofrimento. 

 

Normalmente, o problema começa com críticas constantes do agressor ao trabalho de um funcionário, que é impedido de trabalhar ou, ao contrário, vê-se sobrecarregado de tarefas. Assim, o agressor pode mais

 

REPETIÇÃO DO ATO E A PRINCIPAL

CARACTERÍSTICA DO ASSÉDIO MORAL

 

O assédio moral no trabalho não é um fato isolado. A base desse problema está na repetição, ao longo do tempo, de práticas constrangedoras e humilhantes. A perseguição também é outra característica. A vítima escolhida, em geral, é isolada do grupo e impedida de se expressar. Sem explicações, passa a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada e desacreditada diante dos pares.

 

O assédio moral, portanto, define-se no tempo e não pode ser diagnosticado imediatamente após a primeira hostilidade. Não se dar bem com seu superior é normal. O problema é quando a questão se torna pessoal e o empregado se vê discriminado no ambiente de trabalho, sofrendo, constantemente, humilhações. Leia a seguir, um pouco mais sobre as características do assédio moral.

 

Exemplos mais comuns de assédio moral:

 

Impor o medo da demissão

Chamar a todos de incompetentes

Repetir a mesma ordem para realizar uma tarefa simples centenas de vezes ou dar ordens confusas e contraditórias e induzir ao erro

Isolar a vítima e impedir os colegas de almoçar ou conversar com ela

Desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa

Exigir que extrapole a jornada ou reduzir horário de refeições

Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador

Pressionar a vítima para que ela abra mão de direitos

Voltar de férias e ser demitido

Sugerir que peça demissão por saúde

Divulgar boatos sobre sua moral ou criticar sistematicamente o trabalho

Incentivar a competitividade e individualismo

Colocar guarda controlando entrada e saída e fazer revistas

Demitir os adoecidos ou acidentados quando retornam ao trabalho ou, simplesmente, ignorar as recomendações médicas

 

 

ASSÉDIO COMO GESTÃO

 

Outro estudo importante sobre o assédio moral na categoria bancária foi feito pela psicóloga Lis Andréa Soboll, em sua tese de doutorado em Medicina, na Universidade de São Paulo (USP). Durante três anos, ela analisou em profundidade 28 casos de funcionários de oito instituições financeiras. Uma das principais conclusões do seu trabalho é o fato de os bancos, em geral, utilizarem-se do assédio moral como instrumento de gestão, visando um total controle do cotidiano do trabalho e apostando no medo.

 

BANCÁRIOS ESTÃO ENTRE

AS PRINCIPAIS VÍTIMAS

 

O assédio moral atinge trabalhadores de todas as categorias, mas os bancários estão entre

as principais vítimas. A pressão dos bancos para o cumprimento de metas abusivas e pela

produtividade tem acabado com a saúde dos funcionários e levado praticamente a metade

dos bancários brasileiros a sofrerem com o assédio moral. Segundo pesquisa feita em 2006 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), cerca de 40% dos bancários já sofreram assédio moral no trabalho.

Esse problema tem se refletido na saúde dos empregados, pois 60,72% dos entrevistados disseram que andam nervosos, tensos ou preocupados e sofrem com cansaço, tristeza, insônia e dores de cabeça. Segundo a pesquisa, apenas 5,2% dos bancários que sofreram o assédio falaram sobre o assunto com alguém.

 

DANO A SAÚDE

 

O assédio moral é fenômeno íntimo e que causa vergonha a suas vítimas. Geralmente, esses trabalhadores isolam-se da família, evitam contar o acontecido aos amigos, passam a vivenciar sentimentos de irritabilidade, vazio, revolta e fracasso. Por isso, o assédio é a doença da solidão. A vítima é isolada pelo grupo e não pode se defender. Essa humilhação constitui um risco invisível, porém concreto para a saúde do trabalhador. É comum nas vítimas do assédio moral a depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono e digestivo, hipertensão, dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos ou tentativas de suicídios. Desde 2007, a Previdência Social considera a depressão como acidente de trabalho na categoria bancária, tão grande é o número de profissionais que sofrem com este mal por conta do assédio moral.

 

APOIO E UNIÃO DOS COLEGAS

SÃO GARANTIAS DE PROTEÇÃO

 

Para acabar com a humilhação e com o assédio moral, o trabalhador precisa de informação, organização e mobilização. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária. Se você é vítima dessa opressão procure ajuda do Sindicato e dos colegas e denuncie. Se você é testemunha de humilhação no trabalho supere seu medo e seja solidário. Você poderá ser a próxima vítima e nessa hora o apoio dos colegas também será precioso. São os laços afetivos e a troca de informações que permitem a resistência, porque o medo só reforça o

poder do agressor. Veja no quadro ao lado a recomendação dos especialistas para quem é vítima ou testemunha de assédio moral.

 

O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER

 

Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais achar necessário) dar visibilidade: procurar a ajuda do Sindicato e dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.

Cuidado: evitar conversar com o agressor sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical procurar ajuda: relatar o acontecido para outros canais da sociedade além do Sindicato, como o Ministério Público e a Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina

apoio: divida seus problemas com os familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

 

Publicação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região – Rua São Bento, 413, Centro, São Paulo,

CEP 01011-100, telefone (011) 3188-5200, www.spbancarios.com.br

 

04/12/09-Sexta-feira

DENGUE EM JARU, DE QUEM É A CULPA?

 

Da dona omissão.  Simples não é, se você caro leitor estava procurando um culpado, já achou.  Agora, quem é essa dona omissão?  Há, é aquela senhora que nos acompanha quando jogamos lixo nas ruas, não limpamos nossos  quintais, ou seja, é a nossa falta de atitude cidadã, isso mesmo, não exercer a cidadania também provoca dengue.  Mas o que é cidadania?  Meu nobre leitor, a cidadania é um pouco de tudo, resumidamente, é quando o meu direito termina quando começa o seu, certo? Tá, agora o culpado sou eu?  Bom, muita calma nessa hora, não é só sua não e posso explicar, a dengue em Jaru começou a chamar atenção no ano de 2005, quando vários casos foram notificados e ações de combate realizadas, até ai tudo bem,  acontece que o tempo passou, hoje dia 04 de dezembro de 2009, às 15 horas no plenário da câmara municipal, mais uma vez nossas autoridades se reuniram para discutir o combate de mais uma epidemia, contabilizando mais de mil casos ao mês, um verdadeiro caos. Leia leitor algumas afirmações ditas por nossas autoridades na reunião:

Fumacê não funciona;

03 bombas de fumacê mais seis do Estado, levaria mais de quatro meses para visitar 14 mil casas;

O município solicitou a força tarefa;

Mais de 150 caminhões de entulho foram retirados;

Jaru têm 600 fossas abertas;

No hospital municipal não falta medicamento;

Médicos faltam no Estado de Rondônia, só tem 1100 médicos para mais de um milhão  de habitantes;

Foi decretado estado de emergência em Jaru a partir de hoje;

Judiciário e Ministério Público não medem força com a secretaria de saúde;

Em 1987 foi a última contratação de pessoal da funasa;

O surto esta na fase inicial;

Se não tomarem providências crianças abaixo de cinco anos podem morrer;

O prefeito de Jaru passou o dia inteiro em cima de uma máquina limpando a cidade;

Os filhos de Jaru estão morrendo;

A saúde é mais importante do que receber um senador;

Para, para que negócio é esse meu?  Depois querem dizer que eu morador sou o culpado. Chega vou dormir.  Espera leitor, tenho uma boa notícia.  A solução para resolver parcialmente o problema foi dita na reunião:

15 equipamentos;

30 funcionários;

340 litros de inseticida e

12 dias de trabalho.

O que, a solução é essa e até agora não colocaram em prática, isso é um absurdo, qual a razão de não colocaram em prática? Meu indignado leitor, tudo é política, tudo é toma lá dá cá, "e nóis só toma". 

 Leia meu atento leitor uma matéria publicada no site www.destaquerondonia.com.br:

 

O que vem aterrorizando os sofridos moradores da cidade de Jarú é a proliferação dos casos de dengue, e a falta de atenção da administração municipal com o assunto. Os hospitais não comportam mais tantos casos, sem ter muito o que fazer, pela falta de estrutura e medicamentos para atender os pacientes, eles são encaminhados para diversos municípios do estado.

Não precisamos ir muito longe para entendermos o motivo do caos na saúde daquele município, quem não sabe que os “muletas” montaram uma verdadeira indústria de assistencialismo, com frotas de ônibus e casas de apoio espalhadas em porto velho, no intuito de mostrar para a população que são os bonzinhos, e enquanto isso a população sofre com o descaso e a falta de investimentos no próprio município, que deveria cuidar de seus doentes, sem ter que jogar os pobres nos corredores dos hospitais da capital, com problemas simples e que o município tem condições suficientes de resolver.

Acontece que este assistencialismo já rendeu muitos frutos aos “muletas”, eleições de vereadores, prefeitos, deputados tudo a custo da suposta troca de favores. A blindagem criada nos meios de comunicação do município ligados ao grupo, faz com que a população não receba as informações necessárias e pôr um basta nesta situação. Quem não sabe de onde saiu o atual prefeito, Jeam Carlos dos Santos (PMDB), popularmente conhecido como “Jean dos Muletas”. Morador de Porto Velho cuidava da casa de apoio e conseguiu ser vereador. Na última eleição conseguiram eleger uma vereadora com o seguinte nome “Denisia do Carlinhos da Casa de Apoio”, ou seja, não tem nome próprio. Segundo informações, esse Carlinhos só não usa a tribuna porque o regimento da câmara não permite.

Essa semana o Destaque Rondônia recebeu uma denúncia de um servidor público da educação do município, que preocupado com o aumento dos casos de dengue entre professores e alunos, encabeçou uma campanha dentro da própria escola para tentar amenizar a situação, conscientizando a população de alguns cuidados preventivos para evitar o aumento dos casos. A princípio alguns professores e alunos entraram na campanha, foi só a administração municipal ficar sabendo que proibiu de imediato a campanha e ainda ameaçou o funcionário caso insistisse no assunto.

Lembra da Amaurota a cidade onde tudo é possível, pois é lá secretário de saúde vive fazendo propostas indecentes para os médicos, como por exemplo pede para médicos darem atestado médico para funcionários ficarem em casa e o secretario e o médio levarem uma porcentagem do negócio, e a saúde fica em terceiro plano, contrata-se médico formado na Bolívia sem registro no Conselho Regional de Medicina e ninguém reclama, aluga aparelhos para ficar com uma porcentagem do negócio, persegue-se politicamente os médicos antigos e não se faz nada.  Fiscalizar obras em Amaurota é um desafio, o pessoal responsável fiscaliza, mas os políticos irresponsáveis não cobram as multas, pelo contrário somem com elas. Carros alugados pela prefeitura de Amaurota andam sem identificação e ainda abastecem e ficam gozando da população, o secretário de obras pega o carro oficial e vai para outro Estado aos finais de semana recontar as cabeças de gado no pasto dele, isso é Amaurota. Qualquer semelhança é mera coincidência .

 

Oi, leitor! Você tá aí?  Oi. Tudo bem? Já foi dormir?  Colocar a culpa em alguém é fácil, mas difícil mesmo e assumir que todos tem uma participação, nossa em insistir em votar  num grupo de politiqueiros que usam e abusam da nossa simplicidade e das nossas enfermidades e desses representantes legais do povo que ainda se aproveitam de tal situação alarmante para quererem se tornar salvadores da pátria.  A situação já não é uma comédia grega e se tornou uma tragédia troiana. Que Deus nos abençoe.  Agora vou dormir.

Dengue no Jaru de quem é a culpa?  Responda você leitor.

 

 

Tudo bem no ano que vem

18/09/09-

2010, 2010, 2010,... O que tem de gente que sonha com esse ano, não esta no gibi, ano de copa do mundo e de eleições.  Com a seleção tudo certo, só vitórias e boas expectativas, agora com as eleições, não podemos afirmar o mesmo.  Já se planejou para o ano vindouro?  Se não, se prepare.

O circo esta sendo armado, domadores de leão, palhaços, vendedores de pipoca, algodão doce, de voto, ops escorreguei no teclado, desculpe-me. Ah! O que vai ter de malabarista, você não pode perder, mágico então, nem se fala, vai ser um show.  O pão?  Não podemos esquecer do pão, a “ESPERANÇA”.

 Pão e Circo vem ai, olé, olé, ola.                                   

É isto que causa preocupação, 2010, pode se transformar na mais podre ação política da época dos imperadores romanos. Alienados pelo sonho irreal de uma vitória no Campeonato do Mundo de Futebol, os brasileiros esquecem os seus reais problemas durante as próximas semanas. Os meios de comunicação social, com especial destaque para a rádio e televisão, alimentam até à exaustão o mito da possibilidade da vitória brasileira deixando para segundo ou terceiro plano as verdadeiras questões existentes na sociedade brasileira.  

PÃO E CIRCO                                                     


      
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

A sua Excelência, o eleitor, terá mais uma oportunidade de escolha dos nossos representantes políticos.  A sobriedade do momento do voto deve ser acompanhada da escolha não apenas de nomes ou siglas, deve se escolher sobre: O futuro de algo cobiçado pelo mundo que é o Pré Sal, os rumos da reforma agrária, reformas tributaria, eleitoral, previdenciária entre outras, como se dará a política internacional, sobre tudo a iniciativa de expansão de bases militares dos EUA na fronteira brasileira, os limites territoriais no oceano atlântico, soberania nacional, expançao de ONG’S na amazônia, precatórios,educação, meio ambiente...

É fato, segurança nacional e meio ambiente serão temas que devem fazer parte das preocupações primordiais da cada um que quer se candidatar a algum cargo eletivo e de cada eleitor em sua decisão.  Observem, reflitam, comparem, analisem a história de vida de cada um e decidam.

Já pararam para pensar um pouco sobre Rondônia neste cenário nacional?  Então pensem. No próximo artigo falaremos mais sobre Rondônia.

Mas, enquanto isso, TUDO BEM NO ANO QUE VEM.

 

PERGUNTAS EM BUSCA DE RESPOSTAS

19/08/09

 

Sabe aquelas perguntas difíceis de responder em público, ou melhor, em se tratando de politiqueiros, não utilizam do princípio administrativo da publicidade?  Vou propor um desafio a você leitor, dizem que não são as respostas que mudam o mundo, mas sim as perguntas.  As respostas podem até não mudar o mundo, mas com certeza ajudam-nos a refletir sobre nossas ações e omissões.

Responda se puder. Se não puder reflita sobre elas.  Se você for um bom político utilize-as como norte para seu mandato dando publicidade aos seus atos.

Por que o Senado Federal está em crise?

Por que o Deputado Federal Sérgio Moraes (PTB-RS) se lixa para a opinião pública, e afirma que ira ser reeleito mais uma vez?

Por que até agora não se descobriu quem tocou fogo na prefeitura de Jaru?

Por que não prenderam o ou os mandantes que vitimaram Olavo Pires?

Por que não encontram o ou os assassinos de Edson Luiz Gasparotto, presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto/RO?

Por que até agora o presidente da Câmara Municipal de Jaru não tornou pública as diárias dos nobres edis dos meses de janeiro e fevereiro de 2009?

Por que o Prefeito de Jaru não divulga na imprensa nomeações e exonerações?  Será que tem atos secretos em Jaru?

Por que até agora nenhum órgão oficial se manifestou sobre a possível cartelização dos postos de combustível em Jaru?

Por que o projeto dos ficha limpa não passou na mais alta corte da justiça do país?

Por que criam-se conselhos e mais conselhos que não poder exercem suas funções por completo?

Por que ônibus escolares são utilizados para levar pacientes a Capital do estado?

Por que investe-se em armários caríssimos e ventiladores caem em cabeça de alunos em Rondônia?

Por que um professor ganha pouco mais de um salário mínimo em Jaru?

Por que ao se colocar a culpa de todas as mazelas de Jaru no passado administrativo, citam apenas o ex-prefeito Ulisses Borges e esquecem-se do Baratela, Dema, Amauri, entre outros?

Por que se infringe a lei de responsabilidade fiscal e nenhum vereador denuncia?

Por que apenas algumas empresas, sempre as mesmas,  vencem licitações em prefeituras?

Por que os vereadores de Jaru não divulgam quem são seus assessores, o que fazem  e quanto ganham?

Por que não se tem ônibus igual aquele que o governo federal envia aos municípios e alunos e professore são obrigados a utilizarem transporte escolar pago com dinheiro público em péssimo estado de conservação?  Quem fiscaliza o transporte escolar em Jaru?

Por que o eleitor vende o voto, ou troca por favores?

 

Muitas perguntas poderiam ser feitas, agora leitor aguardo suas respostas.

 
 

22/07/09 

 

 

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO POR JARU?

 

Dizem os pioneiros e as pesquisas comprovam que tudo que se planta nesta terra dá, outros afirmam que aquele que bebe de nossa água pode até ir embora mais um dia voltará, tem aqueles que viveram o medo da malária afirmam se é doido veio de Jaru, outros mais politizados e pessimistas acreditam que nesta cidade tem uma cabeça de jegue enterrada, muitos vítimas de assistencialismo se limitam em acreditar que desenvolvimento é sinônimo de abertura, patrolamento e asfaltamento de ruas.

Houve um tempo que se tinha prefeitura, antes de queimá-la, praça com quadra poliesportiva, onde aos finais de semana os jovens se revesavam para jogar vôlei ou futebol, tinha também casa da cultura que oportunizava momentos de aprendizagem, com pinturas, brincadeiras, palhaço e muita leitura.  E aquele cinema, bons tempos aqueles.  Tinha guarda-mirim, promoção social, que se podia fazer quase tudo, bordar, trabalhar com artesanato, se aprendia uma profissão. Tinha biblioteca, sim não estou sonhando tinha sim. Tinha até danceteria. Lembra daquelas paqueras na praça da igreja?  Ótimos bailes. 

Tudo era mais difícil, energia só até quando os motores da Ceron permitiam, escolas precisavam de tudo, mas os profissionais superavam as dificuldades com muito trabalho e pouca reclamação, as pessoas se conheciam umas as outras, haviam cercas e não muros. Os bairros tinham seus líderes comunitários, reclamavam, elogiavam e foram os responsáveis por muito do que temos hoje.  Como era bom participar dos jogos escolares, aquela rivalidade sadia nos torneios.  Muito pode se falar daquele tempo.

Mas, com o tempo, e como diz o poeta “o tempo não pára”, se pode ver que nem tudo é como era antes, Jaru foi vítima de um grupo de pessoas que não souberam priorizar as prioridades, talvez se esqueceram que mesmo construindo a vida com o que a prefeitura dava, o povo precisasse de mais qualidade de vida.  É uma pena.  Lembra do Linhão, passou por Jaru, e por falta de políticos  a energia não foi rebaixada.  E da lá pra cá, percebemos que muita coisa que atrasa nosso desenvolvimento continua acontecendo.

A Prefeitura e Câmara de vereadores, considera por alguns a galinha dos ovos de ouro, nem sempre representam a ansiedade do povo, parece que tudo é permitido, a justiça é inoperante, nem ministério público e fórum conseguem o que seria o óbvio, garantir que as leis sejam respeitadas.  Quem queimou a Prefeitura? 

Troca de favores, é, no que se parece, a maior vantagem de quem vota e é votado.  Vote no seu fulano que lhe garanto que a prefeitura irá contratar seus serviços. Frota de ônibus, empresas marcadas, que sempre vencem licitações, casas que serviram de comitê eleitoral são alugadas para abrigarem projetos ditos sociais.  Tudo uma grande maquiagem, cadê a execução do Plano Diretor do Município.  Vereadores que não prestam conta das ações de mandato, nem as diárias e assessores são esclarecidos à população.  Faço minhas as palavras do juiz de direito Elsi Antonia Dalla Riva, quando da entrega dos diplomas eleitorais “ espero que os senhores e senhoras honrem as calças e saias que vestem, e o nome de seus pais...”

Honra, essa é a esperança que temos que ter em nosso povo e nos escolhido por ele, não precisa ser estudado, empresário ou agricultor, precisa ter temor a Deus, e vergonha na cara.  Jaru precisa revigorar a força dos pioneiros, para os pioneiros e para aqueles que nesta terra derramaram sangue, suor e lágrimas em busca das realizações de sonhos.

O que você esta fazendo por Jaru?

 

 

 

07/07/09-

 

Vereador, representante ou vilão?

Vamos começar do início, pois, falar desta importante figura política para o município requer um olhar mais crítico. Vereador, deriva do antigo termo verea - que significa "administrar", ou outros autores apontam para a contração de "verificador". Em Jaru, podemos afirmar que os nossos edis fazem jus a origem do termo?

A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, possuíam câmaras municipais somente as localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal mediante ato régio. Nesta época, as câmaras municipais exerciam um número bem maior de funções do que atualmente.Eram as responsáveis pela coleta de impostos, regular o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, ou seja, uma ampla gama nos três campos da administração pública: executivo, legislativo e judiciário.

Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída. O império centraliza a administração pública através da Constituição de 1824. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito".

Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930 criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios.Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.

Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.Os artigos 29 a 31 da Constituição prescrevem, para os vereadores, dentre outros:

  • Mandato de quatro anos, por voto direto e simultâneo em todo o país;
  • Elaboração da Lei Orgânica do Município;
  • Número de integrantes nas câmaras proporcional à população do município (variando de 9 a 55);
  • Fiscalização e julgamento das contas do Executivo;
  • Inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos - no exercício do mandato e na circunscrição do município;
  • Legislar sobre assuntos de interesse local.
  • Para concorrer ao mandato de vereador a idade legal mínima é de dezoito anos.
  • Os vereadores de Jaru fazem tudo isso?

    Desde 1977, o Brasil é o único país em todo o mundo que paga salário a vereador em todas as suas cidades. Mundo afora, isso só ocorre em grandes metrópoles como Nova York e Londres.

    Antes da formação de Jaru em município, se tinha algo que se chamava conselho da cidade, que reunia algumas pessoas e definiam as diretrizes do povoado, sabe quanto ganhavam para isso? Dona Valda e seu Vicente foram algumas das pessoas que faziam este papel.

    Hoje, Brasil a fora, se observa que a função edil é distorcida, pela sacanagem feita com o voto do eleitor.  Tem vereador que não divulga se quer os nomes de seus assessores, outros não sabem nem se quer a sua função na câmara, tem edil que se utiliza da condição de autoridade constituída é como se fosse Deus, emprega e desemprega pessoas nas prefeituras, outros,se utilizam dessa prática para assediar funcionárias comissionadas, tem aqueles espertos que antes de se elegerem já negociam com o candidato a prefeito cargos e secretarias, fazendo do público o mais sórdido patrimônio privado, é aquela história nessa creche quem manda sou eu, naquele posto de saúde sou eu e assim vai...

    Em Câmaras neste imenso rincão, não se sabe o quanto de dinheiro entra nem o que é feito com tal recurso, não se faz na prática o que muitos teorizam, a chamada gestão participativa. Quanto as diárias que os nobres edis recebem, não se sabe nem quanto recebem nem pra que. Observar o aumento do patrimônio individual de cada edil é uma forma de se descobrir.

    Sorte que em Jaru essas situações que envergonham qualquer um não acontece, não é? Temos edis preocupados com a situação do meio-ambiente, da saúde, educação, agricultura, entre outros setores da administração.

     

     

     

     

    30/06/09

     

    Agrishow e Jaru mudanças possíveis

    Com cinco anos de criação e quatro festas realizadas, a Cooaja – Cooperativa Agrorural de Jaru, representa a superação em organização e desenvolvimento de um setor que é a sustentabilidade econômica do Estado de Rondônia e do município de Jaru.  Na Agrishow 2009, foi apresentado o melhor da genética bovina, a produtividade indiscutível de leite, as ações de apoio ao agricultor através dos órgãos governamentais, a qualidade e tecnologia agregada aos produtos expostos nos mais diversos standers das empresas de Jaru e região, shows que abrilhantaram a festa, rodeio com profissionalismo, leilões que além da oportunidade de ótimos negócios, divulgou as potencialidades de Jaru para o Brasil e mundo através do Canal do Boi, além da participação expressiva da população que foi o ponto alto da festa, cerca de 14000 pessoas.

    Todo esse desenvolvimento é comprovado quando observamos a estrutura geral do parque de festas, ruas pavimentadas,  paisagismo bem projetado, atenção ao meio ambiente com lixeiras bem distribuídas, sanitários químicos, iluminação, limpeza diária do local, ou seja, uma mini cidade bem administrada.  Outro fator que chamou a atenção foi a velocidade que se conseguiu emendas governamentais, e execução de obras de infra-estrutura.  Estas e outras ações servem, sobre modo, para afirmarmos que quando se quer faz, quando os interesses políticos e coletivos são abordados com responsabilidade o desenvolvimento acontece.

    São mudanças possíveis também para o município de Jaru, que ainda necessita de iluminação, pavimentação asfáltica, projeto urbanístico, arquitetônico, distribuição de lixeiras ecológicas e, acima de tudo, ter governantes que possam assimilar as conseqüências de desenvolvimento sustentável proporcionada por um espírito cooperativista, os consórcios para solucionar problemas relacionados à saúde pública em outras regiões do Brasil são exemplos disso, os comitês de desenvolvimento econômico local também.

    Mais de 14000 pessoas em cinco dias de festa, que além de se divertirem muito, observaram tudo isso, e com certeza irão cobrar estas mudanças possíveis para Jaru.  Taí o maior objetivo da Agrishow.  Que venha 2010.

     

     

     

    15/06/09

    Geração perdida?

     

    O que faz um cérebro de criança ser diferente um do outro?  Qual a razão de estarmos ainda discutindo alfabetização, quando temos professores analfabetos digitais? Várias indagações podemos fazer sobre a qualidade de educação que é oferecida para nossas crianças, porém o assunto necessita de algumas considerações.  Tenho aqui uma sugestão :www.guiadascidadesdigitais.com.br, o sistema "s", o selo ISO (International Organization for Standardization), o Kindle 2 (e-book), o Moodle ou uma visita no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo.

     

    O historiador romano Tácito afirmou: "A necessidade modifica o pobre e a saciedade o rico".  Hoje no século XXI encontramos tais carências, que moldam a sociedade que vivemos, mas se tem a impressão que esta tudo certo, tudo bem, a educação avança, o mundo avança, os políticos avançam.  Que pena que só é impressão, tipo daquelas que a sociedade positivista-funcionalista nos impõe desde a nossa concepção até a nossa morte. Quem disse que não somos mutáveis? Lembro daquele adágio popular "Pau que nasce torto morre torto", e digo eu não sou pau, sou gente que se completa a cada dia com as experiências que vivo, com as incertezas que tenho e com os desafios vencidos.  Peter Berger em seu livro "Perspectivas Sociológicas" fala do "êxtase", que é a capacidade que uma pessoa tem de saltar dum

    mundo em que vive mergulhado, para outro mundo possível.  Nossos jovens estão tendo essa capacidade?  Ou temos aqui que nos contentar com a máxima de Rousseau: "O homem nasce puro e a sociedade o corrompe".

     

    Para aqueles que ainda se preocupam com a educação oferecida a seus filhos peço que olhem em volta e reflitam.  O que esta acontecendo no estado de Rondônia? Pensem sobre as possibilidades de desenvolvimento sustentável que começam a ser criadas. Hidrelétricas do Madeira, Saída para o Pacífico, Abertura de Mercado, Gasoduto, Interligação do Norte a todo o país e mundo.  E seu filho está preparado?  Em qual escola ele estuda? Como é a educação oferecida? Em outra oportunidade falaremos mais sobre este assunto.  Agora quem vai continuar este artigo é você leitor.  Um abraço.

     
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