.:: Extra MT - Respeito pelo leitor!
Documento sem título
 
   

 

 

Robert Muracami

Email:murajaru@hotmail.com

Laissez-faire, Laissez-passer 

 07/06/09

 

 

Até quando, uma cidade do interior pode suportar tamanha situação? A cidade chama-se Amaurota. Cidade formada por uma população de diversos Brasis, com geografia invejável, para se ter idéia, no mapa tem a forma de número um.  Terra boa, tudo que se planta dá, você que agora lê este artigo, com certeza já se alimentou, ou com certeza, um dia irá se deliciar com algum produto produzido em Amaurota.

Mas, em Amaurota tem um mistério.  O mistério do Lissez-faire, laissez-passer. Ninguém conseguiu, até hoje, entender isso.  Mesmo com toda a capacidade de se desenvolver, a cidade sofre há muitos anos as consequências desse fenômeno.  É inacreditável, mas em Amaurota, ônibus escolar pega fogo, circulam sem manutenção, as escolas mais parecem postos de saúde, nem tente imaginar, mas arquitetura adequada só nos manuais do órgão oficial pela educação.

Amaurota é conhecida principalmente pela troca de governante, é porque todos que entram não se preocupam com a população da cidade.  A saúde, nem se fala, medicamento tem que comprar, especialidades só por Deus, e muitos cidadãos de Amaurota têm falado pessoalmente com Deus.

A política de Amaurota funciona mais ou menos assim, lembra do coronelismo, isso mesmo, tudo evolui menos a política da cidade.  Conta-se uma lenda que para se eleger o político faz compromissos de emprego, mas não traz industria, é financiado por alguns de poder financeiro alto, mas que pegam de volta o que investiram em dobro vendendo para a própria prefeitura.

E assim é Amaurota e um pouco de sua história.  Espero que a sua cidade não seja vítima desse fenômeno do LAISSES-FAIRE LAISSES-PASSER.  Quer um conselho para se prevenir deste mistério?  Nunca deixe que os seus representantes eleitos façam o que querem e como querem e jamais deixem passar em branco as injustiças que eles cometem. Pode até ser uma utopia mas Amaurota existe mesmo.

 

 

Política para políticos

01/06/09-Segunda-feira

Qual a diferença entre um pequeno bóton de político e o crucifixo?  Você pode me responder? Houve um tempo em que o verdadeiro homem público, aquele que dedicava a sua própria vida pela causa do seu povo, se conhecia pela lapela.

Alguém que abraçou a política como sacerdócio. Hoje o bótom se distanciou do crucifixo. O bótom tomou outro caminho, construiu suas próprias verdades e já não se fundamenta, como antes, na plenitude da vida. Enquanto que o crucifixo seu caminho, na mesma verdade, na mesma fé.

Bons tempos não é? Quando podíamos comparar um político a um sarcedote.  Nos dias atuais a coisa é bem diferente, nossos heróis são bandidos, nossos políticos são corruptos e a esperança esforça-se para prevalecer-se.

Epicuro, filósofo grego dizia: " Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às tempestades".  Por isso, é agora que devemos refletir nos valores familiares e repensar nossas referências ao decidirmos quem serão nossos eleitos nas próximas eleições.

Recordo-me de Rui Barbosa, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães.  Precisamos revigorar a vontade política e não colaborar para a permanência do oportunismo politiqueiro.

Política para políticos, como os de ontem, sacerdotes que com sua vida escreveram a história de superação brasileira.  Não nos esqueçamos dos jovens que menospresados por sua capacidade são impedidos de participarem ativamente do processo político. Melhorar a qualidade na política é melhorar a nossa qualidade de povo.

 

 
COPYRIGHT © 2009 - Jaru Online - Todos os direitos reservados | Webmaster: Maico