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Laissez-faire, Laissez-passer
07/06/09
Até quando, uma cidade do
interior pode suportar tamanha situação? A cidade chama-se Amaurota.
Cidade formada por uma população de diversos Brasis, com geografia
invejável, para se ter idéia, no mapa tem a forma de número um.
Terra boa, tudo que se planta dá, você que agora lê este artigo,
com certeza já se alimentou, ou com certeza, um dia irá se deliciar
com algum produto produzido em Amaurota.
Mas, em Amaurota tem um
mistério. O mistério do Lissez-faire, laissez-passer. Ninguém
conseguiu, até hoje, entender isso. Mesmo com toda a capacidade de
se desenvolver, a cidade sofre há muitos anos as consequências desse
fenômeno. É inacreditável, mas em Amaurota, ônibus escolar pega
fogo, circulam sem manutenção, as escolas mais parecem postos de
saúde, nem tente imaginar, mas arquitetura adequada só nos manuais
do órgão oficial pela educação.
Amaurota é conhecida
principalmente pela troca de governante, é porque todos que entram
não se preocupam com a população da cidade. A saúde, nem se fala,
medicamento tem que comprar, especialidades só por Deus, e muitos
cidadãos de Amaurota têm falado pessoalmente com Deus.
A política de Amaurota
funciona mais ou menos assim, lembra do coronelismo, isso mesmo,
tudo evolui menos a política da cidade. Conta-se uma lenda que para
se eleger o político faz compromissos de emprego, mas não traz
industria, é financiado por alguns de poder financeiro alto, mas que
pegam de volta o que investiram em dobro vendendo para a própria
prefeitura.
E assim é Amaurota e um pouco
de sua história. Espero que a sua cidade não seja vítima desse
fenômeno do LAISSES-FAIRE LAISSES-PASSER. Quer um conselho para se
prevenir deste mistério? Nunca deixe que os seus representantes
eleitos façam o que querem e como querem e jamais deixem passar em
branco as injustiças que eles cometem. Pode até ser uma utopia mas
Amaurota
existe mesmo.
Política para políticos
01/06/09-Segunda-feira
Qual a diferença entre um
pequeno bóton de político e o crucifixo? Você pode me responder?
Houve um tempo em que o verdadeiro homem público, aquele que
dedicava a sua própria vida pela causa do seu povo, se conhecia pela
lapela.
Alguém que abraçou a política
como sacerdócio. Hoje o bótom se distanciou do crucifixo. O bótom
tomou outro caminho, construiu suas próprias verdades e já não se
fundamenta, como antes, na plenitude da vida. Enquanto que o
crucifixo seu caminho, na mesma verdade, na mesma fé.
Bons tempos não é? Quando
podíamos comparar um político a um sarcedote. Nos dias atuais a
coisa é bem diferente, nossos heróis são bandidos, nossos políticos
são corruptos e a esperança esforça-se para prevalecer-se.
Epicuro, filósofo grego dizia:
" Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às
tempestades". Por isso, é agora que devemos refletir nos valores
familiares e repensar nossas referências ao decidirmos quem serão
nossos eleitos nas próximas eleições.
Recordo-me de Rui Barbosa,
Tancredo Neves, Ulisses Guimarães. Precisamos revigorar a vontade
política e não colaborar para a permanência do oportunismo
politiqueiro.
Política para políticos, como
os de ontem, sacerdotes que com sua vida escreveram a história de
superação brasileira. Não nos esqueçamos dos jovens que
menospresados por sua capacidade são impedidos de participarem
ativamente do processo político. Melhorar a qualidade na
política é melhorar a nossa qualidade de povo.
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