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Fatos da profissão
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Povo não vota em
poste
07/01/10
Os
bastidores da política já estão fervilhando rumo às eleições de
outubro, quando serão escolhidos novos deputados estaduais, federais,
senadores, governadores e presidente da República. Novos em tese,
muitos podem ser mantidos.
Em
Rondônia os olhos estão voltados para os nomes colocados e também para
o posicionamento que tomará o governador Ivo Cassol (PP).
Para
o cargo de governo de Estado, nas pesquisas divulgadas até agora
aparecem Expedito Júnior (PSDB) na liderança, seguido de Confúcio
Moura (PMDB) e Acir Gurgacz (PDT) praticamente empatados. Como
pré-candidato já definido temos ainda Eduardo Valverde, do PT, e João
Cahúlla, do PPS.
Desde que o PT definiu Valverde como pré-candidato, não tenho
conhecimento de nova pesquisa divulgada.
Cassol, que deve deixar o governo para disputar uma vaga de senador,
tem insistido na candidatura do atual vice dele, João Cahúlla, que não
tem deslanchado nas pesquisas apesar do esforço governamental.
Muitos acreditam que o apoio do governador pode ser fundamental para o
crescimento de Cahúlla. Nem tanto.
Antes das eleições municipais, alguém teve a brilhante idéia de falar
que a popularidade do presidente Lula era tão alta que ele elegeria
até poste. Passada a eleição, a constatação, Lula perdeu nas
principais cidades onde apoiou candidatos.
Em
Rondônia, aconteceu o mesmo com Cassol. Apoiou candidatos e perdeu em
colégios eleitorais importantes. Bom que me recorde agora, perdeu em
Porto Velho, perdeu em Jaru, perdeu em Cacoal, perdeu até na terra
dele, Rolim de Moura.
Divulga-se que ganhou em Ji-Paraná, onde apoiou a reeleição de José de
Abreu Bianco (DEM). Isso não vale, pois a historia mostra que Bianco
nunca perdeu uma eleição na terra dele. Para todos os cargos que
disputou, Ji-Paraná lhe deu cerca de 60% dos votos.
Neste caso, a participação de Ivo Cassol pode não ser tão decisiva
assim para Cahúlla como se pensa.
Popularidade não se transfere com facilidade. O povo tem votado cada
vez mais pela pessoa que pelo partido ou apoios. Para deslanchar o
nome do atual vice, o governador precisa, então, arrumar ingredientes
diferentes para o mesmo bolo, pois se no passado a receita deu errado,
como daria certo agora?
O povo não vota em poste. |
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Valemos menos que um boi
18/12/09-Sexta-feira
Tenho acompanhado, em várias
cidades, o choro inconsolável de famílias que perdem alguém de casa
para a dengue. Chorei ao acompanhar a entrevista da tia da moça que
morreu aqui em Jaru vitimada pela doença.
Tive o desprazer de acompanhar um
caso em Ouro Preto do Oeste.
Em Ji-Paraná, acompanhei dois
casos. Uma menina de seis anos que morava com os avós. Os pais estão
tentando a sorte nos Estados Unidos.
Como foi triste quando, no estúdio
de gravação do programa de TV, fui acompanhar a entrevista da avó da
criança e no meio da entrevista ela começou a chorar de maneira
desesperada. Tentei esconder da equipe, mas foi difícil. Pois o choro
também tomou conta do meu rosto. A senhora, acredito de uns 60 anos,
era pura tristeza no olhar.
Em um outro caso, uma menina de
oito anos também foi levada pela doença. Nesta ocasião, fui
pessoalmente fazer a matéria. Meu Deus. Que tristeza. Um verdadeiro
anjo naquele caixão. Uma menina linda que estava feliz porque havia
passado para a terceira série. A mãe, uma senhora bem jovem, ficava o
tempo todo alisando aquele tostinho lindo que mais parecia estar
dormindo.
Aguardei o pai por alguns minutos.
Apesar da tristeza ele queria falar. Chamar a atenção das autoridades
e pedir que a população levasse as crianças ao hospital aos primeiros
sintomas da doença.
Depois de algum tempo ele apareceu.
A pedido nosso, com duas fotos da menina. Estava linda, sorridente,
mãozinha na cintura. Pensei, meu Pai, a doença trocou esses sorriso
pelas lágrimas. Ajude essa família Senhor.
Começamos a gravação. Até o meio da
entrevista o pai foi durão. Mas, em determinado momento, não deu para
segurar. Vi aquele senhor levar as mãos nos olhos e começar um soluço
baixinho, que aos poucos foi aumentando. Em segundos, o choro e as
lágrimas quase pararam a gravação.
Nesta hora, veio à minha cabeça a
imagem do meu filho. Com 14 anos, mas para o pai sempre uma criança. E
não agüentei. Terminada agravação, chorava tanto quanto aquela pai.
Difícil não sofrer junto quando a gente se coloca na mesma situação.
Chegado ao estúdio. Comecei a
analisar o que poderia comentar sobre esses fatos. Cheguei a uma
conclusão mais triste ainda: valemos menos que uma cabeça de gado.
Isso mesmo. Valemos menos que uma vaca ou um boi.
E não estou exagerando. O caso é
que, quando morre uma vaca ou boi de febre aftosa, imediatamente todas
as autoridades sanitárias são acionadas. Em um raio de muitos
quilômetros da propriedade onde aconteceu o foco da doença todo o
rebanho e vacinado. É feito o chamado bloqueio sanitário. E a ação é
imediata.
Amigos, infelizmente, isso não
acontece quando tratamos de seres humanos. Nos casos acima citados, em
todas as cidades, não tenho nenhuma informação de um trabalho tão
detalhado e imediato na residência e nos vizinhos. Ao contrário, em um
dos casos nenhuma visita das autoridades de saúde na residência para
combater foco do mosquito enquanto os familiares se despediam de um
dos deles.
Amigos, como é triste constatar,
mas é a realidade, para muitos políticos valemos menos que uma cabeça
de boi.
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Saúde pública na UTI
A exemplo de toda a comunidade, tenho acompanhado
apreensivo e angustiado a situação da saúde pública de Jaru, hoje
doente e na UTI. Os últimos acontecimentos reforçam nossa tese de que
a administração precisa, com muita urgência, mudar o foco, deixar a
questão de asfaltamento de lado, pelo menos por agora, e colocar como
primeiríssima das prioridades a saúde. Sem asfalto a gente vive, sem
médico a gente morre.
Pode ser que esteja errado, mas, pelas entrevistas
dadas até agora, o asfalto parece ser a coisa mais importante para o
atual prefeito e equipe, talvez porque asfalto é concreto, visível,
palpável e, portanto, rende votos. Assim, prevalece o ditado popular,
o que os olhos não “vê” o coração não sente. Logo, se pensarmos na
situação eleitoral, ou eleitoreira, asfalto renderia mais votos.
Porém, eleitor morto não vota. Não que eu saiba. E caso
as providências não sejam tomadas, já para ontem, poderemos ter mais
mortes, além daquela jovem de 24 anos que perdeu a vida, supostamente
vítima de dengue. Que Deus dê o conforto à família.
As denúncias nos nossos médios de comunicação são
diárias. Falta de médico, demora no atendimento, problemas estruturais
no hospital.
Para agravar, uma epidemia de dengue talvez jamais
vista na cidade. Os casos suspeitos já ultrapassam dois mil, sendo uma
morte registrada.
De minha parte, uma preocupação muito grande porque
tenho falado muito com deputados estaduais e senadores, alguns do
PMDB, e eles ficam surpresos quando relato a situação a que passa a
saúde da cidade. Parece que os dados não chegam à bancada parlamentar,
não sei se por vergonha ou por falta de experiência. Mas é necessário
que esse relato seja passado o mais rápido possível a todos que possam
ajudar. É hora de deixar o orgulho de lado e pedir socorro, chamar
quem esteve no palanque e pedir ajuda.
Gravei com o senador Valdir Raupp, PMDB, e ele
demonstrou não estar sabendo da situação. O bom, foi que, durante a
entrevista, fiz um pedido, e ele fez um compromisso conosco de enviar
uma emenda de até Dois Milhões de Reais para uma reforma completa do
hospital. Estou confiante.
Dentro desse contexto, fiquei muito preocupado, outro
dia, quando entrevistei o deputado Amauri dos Muleta, e ele afirmou
que Jaru tem uma das melhores saúde do Estado.
Reconhecer uma falha é um ótimo começo para corrigi-la.
Já nós, os profissionais de imprensa, temos também de
tomar muito cuidado para não ficarmos apenas nas críticas. Temos de
fazer nossa parte, dentre ela, ter a coragem e a dignidade de
reconhecer quando há um esforço, um avanço e, também, de cobrar da
própria comunidade, quando houver necessidade.
No caso da dengue, por exemplo, há falhas sim do
município, pois muitas manilhas abertas são observadas em vários
pontos, servindo como criadouros.
Porém, na outra ponta, temos de reconhecer, e tenho
isso gravado em entrevistas, que há mais de seis meses os responsáveis
pelo setor de endemias vêm alertando e pedindo à população para que
ajude, eliminando os focos, mas muita gente se fez de surda. E o
resultado está ai. Todos sabem.
Por ultimo, os agentes de saúde estão entrando nos
quintais para promover limpeza. Uma vergonha para o morador, ou
deveria ser.
Logo, a imprensa tem de alertar e também cobrar a
comunidade. Para tirar a saúde da UTI, não bastará apenas o esforço
político, cada um deve fazer a sua parte.
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O massacre de Campo Novo
O mês era abril. O ano 2008. A notícia estava em todo o
Brasil. Todas as manchetes anunciavam um enfrentamento entre
pistoleiros da Fazenda Catâneo, em Campo Novo de Rondônia, e
sem-terra que estavam há tempo ocupando a área. Pelo menos 15 pessoas
haviam sido assassinadas. O clima era muito tenso. Dias antes, este
colunista havia estado na região para cobrir noticia idêntica, mas em
Buritis foi desaconselhado pelas autoridades de segurança a entrar na
área, pois os posseiros eram realmente violentos, faziam parte de uma
facção criminosa e estavam dispostos a matar, a jorrar sangue na
defesa do acampamento.
Na ocasião, fui desaconselhado a sequer passar frente à
área.
Dessa vez era diferente. Não tinha como deixar de ver
com os próprios olhos o que estava acontecendo. A pedido da TV
Candelária de Porto Velho, saímos de Ji-Paraná ainda na noite do
massacre sentido à região, Roberto Gutierrez, jornalista da Folha,
Weliton Nunes, fotógrafo do mesmo jornal, e eu. Amanhecendo o dia
estávamos em Buritis. Depois de muito pedido de informação, chegamos a
Campo Novo de Rondônia, conhecemos lugarejos, Cabajá, Rio Branco e
outros. Pegamos a BR 421 e chegamos à tal fazenda. Havia se passado
quase 24 horas desde o tal massacre.
Agricultores próximos à fazenda informaram que na noite
anterior ouviram quase 15 minutos de disparos e que os sem-terra
chegaram apavorados em um orelhão via satélite instalado naquele
mundão pela Embratel. Chamaram insistentemente a policia, mas não
foram atendidos.
Entramos na fazenda. O acampamento estava destruído.
Barracos queimados, sinais de bala em um rancho velho. Os acampados
foram pegos de surpresa por jagunços. Correram deixando tudo para
trás, motos, comida, roupas, tralhas de cozinha, tudo mesmo.
Enquanto estávamos fotografando e filmando a área,
chegaram pelos fundos da área possivelmente funcionários da área,
apitando, dando sinal um ao outro, como estávamos sozinhos e sem
segurança alguma, resolvemos sair.
Dos vizinhos, ouvimos que os sem-terra violentos eram
na verdade pobre coitados, famintos, sem eira nem beira na busca de
terra.
Estavam em outro local à beira da estrada. Mulheres
idosas, senhores, crianças. Todos magros, maltrapilhos e famintos. Era
o povo “violento” nos relatado. Um sitiante nos contou ser uns pobres
diabos na busca de ter o que comer. Com dó das crianças, ele havia
dado uma cabeça de gado e outros arroz e feijão.
Curioso é que enquanto estávamos lá os jornais Brasil
afora noticiavam que estávamos reféns dos sem-terra. E a Secretaria
Estadual de Segurança Pública continuava falando em massacre, sendo
que, 24 horas após a notícia, ninguém da segurança publica tinha ido
ver o que realmente tinha acontecido. Uma comitiva chegou três horas
após nós.
Mandamos a verdadeira versão dos fatos Brasil afora e
uma semana depois o Incra esteve lá e pelo menos cadastrou as famílias
para receber cesta básica.
Este é apenas mais um relato dos inúmeros Brasil afora
mostrando o quanto a luta pela terra ainda é injusta e desonesta. E
que tende a continuar assim, pois pouco se vê dos governantes para
avançar nesse sentido e nós, como sociedade, simplesmente cruzamos os
baços.
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CURTAS |
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Stella
A ex-prefeita Stella Mari não será candidata a deputada
estadual em 2010. Esta é a realidade do momento. Pode ser que até lá
alguma coisa mude, mas por enquanto Stella quer ficar nos bastidores
da campanha de Expedito Júnior a governador e, quem sabe, ser
candidata a prefeita em 2012. A fonte é segura.
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Laranjada
Dizem que o PT pretende lançar o radialista Robert
Muracami a deputado federal simplesmente para fazer legenda,
desacretidado que ele possa ser eleito. Seria apenas um laranja.
Muracami não pensa dessa forma e está correto. “De repente, a gente
pega essa laranja e faz uma laranjada”, alguém ouviu ele dizer outro
dia. Robert está andando muito, falando com amigos e correligionários.
É pé no chão e mão na mão. Nenhuma surpresa se tivermos uma laranjada
pela frente.
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Coalhada
A Ceron precisa ser mais prudente ao cortar o
fornecimento de energia para fazer reparos técnicos. Outro dia, o
corte aconteceu no período da manhã e em grande parte do setor rural.
Resultado, agricultores não tiveram tempo de fazer o resfriamento do
leite e milhares de litros viraram coalhada. Parece que as decisões
sobre esses cortes são tomadas em gabinetes por quem nunca veio à
região.
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Candidatíssimo
O atual diretor da TV Candelária de Jaru, Hamilton
Araújo, é candidatíssimo ao cargo de vereador em 2012. E que os
rapozas da política local não duvidem da capacidade do jovem. Hamilton
era câmera da TV, virou diretor. É bem articulado. E vem com apoio da
equipe, de membros da igreja em que congrega e de muitos amigos
antigos. E olhe que ele está de olho na presidência da Câmara também.
Quem viver verá.
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Na trincheira
Deputado estadual Jesualdo Pires está uma arara com a
Ceron de Jaru. O cabra está soltando fogo pelas ventas. É que chegou a
ele a informação de que o escritório local não está respeitando a lei
estadual que proíbe os cortes de fornecimentos nos finais de semana. A
direção local afirma que os chefes afirmaram que a lei é
inconstitucional. Jesualdo disse que a lei é “legal” e que vai às
últimas consequências para que seja respeitada.
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Fuxicando
Ele está sendo discreto. Ela também. Mas tem cegonha à vista para
Paulinho (IPJ) e Fabiana. O resultado já deu positivo. Os dois
aguardam felizes a chegada do primeiro filho do casal. A fonte não
informou se será menino ou menina, mas ai já seria demais também. A
chegada de um novo ser é sempre motivo de alegria. Felicidades ao
casal. É fuxico, mas é vero !
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Informações para a coluna
vocenateve-ro@hotmail.com
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Sem-terra assassinos
Não me recordo ao certo o dia da semana. Mas era uma manhã, cerca de
oito e meia daqueles dias em que o sol brilha absolutamente, sem que
nenhuma nuvem o atrapalhe. Eu sentado à uma das mesas da redação do
Folha de Rondônia. Na minha frente, dois homens assustados,
apavorados. Um alto, moreno, meio gordo, usando chapéu de palha e
camisa manga curta, azul xadrez. O Outro branco, magro, camiseta
surrada. “Os sem terra- mataram dois funcionários da fazenda esta
noite”, disse o mais forte. Era o capataz da fazenda Gladys,
localizada em Nova Brasilândia.
Os
relatos eram terríveis. Os sem-terra todos violentos. O capataz disse
que, além do assassinato dos dois funcionários, o grupo que havia
invadido a área promovia tiroteios, ameaças a outros funcionários e
tudo mais.
Com os corpos retirados de lá, a imprensa, inclusive eu, noticiei o
fato com grande preocupação. “Sem-terra assassinos, bandidos, promovem
violência”.
Nos dias seguintes, o dito homem nos procurou mais vezes. Foram quase
uma dezena de mortes, todas praticadas pelos invasores.
Para piorar, uma viatura da PM de Alvorada do Oeste foi para o local e
foi incendiada. A coisa era complicada mesmo.
No
entanto, a Polícia Civil da região resolveu fazer uma investigação
mais profunda e dias depois o resultado, presos o gerente da fazenda e
mais outros funcionários. Eles eram os autores dos assassinatos.
Matavam funcionários da própria fazenda para incriminar os sem-terra.
Também foram os responsáveis por incendiar a viatura policial.
O
caso em questão mostra o quanto é covarde e truculenta o domínio dos
grandes latifúndios em cima de miseráveis que buscam apenas um local
para plantar e comer.
Na
gestão passada, os deputados tiveram uma CPI da terra em Rondônia. Vi
o resultado, que eles não tiveram coragem de colocar no relatório,
grandes propriedades de famílias riquíssimas foram todas griladas e a
documentação esquentada através de suborno de funcionários, muitos do
Incra.
É
por isso que temos violência agrária. O governo federal simplesmente
abandonou a questão. Lula prometeu durante anos promover a partilha de
terra, mas até agora nada. Em Rondônia, por exemplo, não conseguiu
organizar um assentamento. Enquanto o poder público continuar cego
para a questão, filhos continuarão ficando órfãos e mulheres viúvas
Brasil afora na busca pela terra.
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Não sabem
Preocupante o posicionamento dos vereadores de Jaru em relação a
alguns projetos. Recentemente, aprovaram projeto do prefeito para a
desapropriação da área que era da ACJ. Á Coaja, o município vai pagar
R$ 337 mil pelo direito de uso do local. Nenhum vereador soube
responder quanto a Coaja pagou para ter o domínio do pedaço.
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Lúcio não quer
Fonte segura afirma que Lúcio Mosquini, presidente da Coaja, não
aceitará tal valor. Teria pago mais para ter o direito do local.
Independente disso, fica a preocupação e a pergunta, como uma câmara
vota projeto envolvendo valor financeiro considerável sem analisar se
esta sendo um bom negócio para os cofres públicos?
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Futriquinha
Bastante pequeno alguns vereadores ficar pedindo a cabeça do
secretário da Educação, Clóvis Morali, porque ele desliga o celular
nos finais de semana. Não há nada que obrigue o funcionário, ainda que
público, a trabalhar 24 horas por dia, todos os dias do mês.
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Bom Jesus
O
Asfaltamento do Bom Jesus está sendo alardeado aos quatro cantos pela
atual gestão. Mas uma fonte muito segura nos alertou: “Aquele asfalto
é uma vergonha. A verba deve estar sendo embolsada, pois a qualidade é
péssima. Nunca vale o que está sendo pago”. Cadê os fiscalizadores do
povo?
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Na
trincheira
Dono de um grande mercado financiou a campanha de um determinado
prefeito. Em troca, o grupo penhorou uma rádio. Até ai tudo bem.
Acontece que agora o grupo está no poder e curiosamente o empresário
vence todas as licitações para vender à prefeitura, de palito de dente
à merenda escolar. Por último, venceu licitação para vender
luminárias.
Por menos já vi prefeito perder o mandato.
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Fuxicando
Rapaz, tecnologia pode ser perigosa, mais perigosa que falar da vida
dos outros. Celular moderno então nem se fala. Tem um celular por ai
que se o dono perder vai dar uma grande matéria, no “rádio e na TV”.
Fiz questão de não ver, mas muita gente viu e falou. O dito cujo fez o
“bem bão” com uma ai e filmou tudo. Tudinho mesmo. Dizem que ta uma
lasqueira. Isso é que é amor á profissão. Nem na hora do lazer o
cidadão descansa. É fuxico, mas é vero!
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Vidas sem valor
Chega a ser preocupante a
inércia da classe política de Jaru no que se refere à ponte sobre o
rio que corta a cidade. Os buracos tomam conta pista, o corrimão de
segurança, além de baixo está quebrado há anos. Neste ano, os buracos
podem ter provocado o acidente que jogou um automóvel dentro do rio e
matou cinco pessoas. |
Vidas sem valor II
É como se aquelas vidas
não valessem nada. O prefeito Jean Carlos garantiu, em entrevista
televisiva, que recuperaria o corrimão em uma semana. Já se passou um
mês. Vereadores, prefeito, deputados e tudo mais, simplesmente parecem
estar cegos sobre o assunto. A ponte está em uma rodovia federal, mas
nada impede uma mobilização política local para buscar soluções.
Estamos sem representantes? |
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Que inveja!
Alvorada do Oeste tem
apenas 19 mil habitantes, contra 60 mil de Jaru, A cidade já tem
biblioteca municipal, amplo complexo esportivo com ótima praça e nós
próximos dias começa a construção de um teatro com capacidade para
250 pessoas sentadas. A obra custará R$ 500 mil que são do governo
Federal. Nosso povo é maravilhoso, mas os políticos deles são melhores
que os nossos. |
Jovens gostam de política,
mas de políticos...
Perguntamos a jovens de 16
a 18 anos, estudantes de Jaru, se gostam de política. A maioria
respondeu que sim. Perguntamos se gostam de políticos, a maioria disse
que não, pois, conforme eles, são corruptos e ladrões. Cabe somente
aos políticos mudar essa realidade. |
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NA TRINCHEIRA
Esses deputados são mais
corruptos que os outros que foram presos. Os outros tinham a folha
fantasma. Os atuais mandam os recursos para a gente e já exigem qual
empreiteira querem que faça a obra. Lamentava um prefeito do interior.
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FUXICANDO
Deveria ter assedio de
aluno contra professor e professora também. Ela é bonita, elegante,
esbelta, cabelos lisos, pretos, levemente caídos aos ombros e boa
professora. Não tem a culpa de ter todos esses atributos. Ele também
é boa pinta. Bombadinho, cabelos crespos, corte baixinho. Acontece que
o dito cujo deve ter no máximo 18 anos e resolveu dar em cima da
professora. Ela desconversou educadamente. Ele promete insistir. Quer
ser o “Capitão” da vida dela. Ela só quer terminar as aulas e ir para
casa dormir sossegada. É fuxico, mas é vero!
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Edivaldo Gomes -
Apresentador do Programa Você na TV,na emissora Rede Record
email:vocenateve-ro@hotmail.com |